
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14/8) que ainda reflete sobre o que pretende apresentar aos brasileiros caso conquiste um quarto mandato em 2026. Em entrevista às comunicadoras dos podcasts Não Inviabilize e As Cunhãs, o petista disse que a história de uma eventual nova campanha ainda será construída e questionou a si próprio sobre a necessidade de permanecer mais quatro anos no Palácio do Planalto.
“Eu me pergunto toda noite por que eu preciso de um quarto mandato. Por que eu preciso de um quarto mandato?”, repetiu ele.
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O chefe do Executivo relacionou a possibilidade de um novo mandato ao legado que pretende deixar. Lula citou políticas nas áreas de educação e inclusão social e disse querer comparar suas realizações com as de outros presidentes da República, desde a Proclamação da República, em 1889.
“Eu já vou passar para a história”, declarou, ao mencionar que pretende ser lembrado como o presidente que mais criou universidades e institutos federais e que mais colocou estudantes no ensino superior.
Lula também destacou o combate à fome como uma das principais marcas de seus governos. Segundo ele, o Brasil saiu novamente do cenário de fome após seu retorno à Presidência, em 2023. Afirmou que, ao assumir o primeiro mandato, em 2003, havia cerca de 54 milhões de pessoas em situação de fome e que, ao retornar ao cargo, encontrou aproximadamente 33 milhões.
“Em dois anos e meio acabamos com a fome. Isso é uma marca profunda que me dá satisfação”, afirmou.
Transposição do São Francisco
Outro ponto destacado por Lula foi a transposição do rio São Francisco. O presidente apresentou a obra como uma das realizações que considera mais importantes de seus governos e afirmou que a iniciativa levou água a milhões de pessoas que, segundo ele, historicamente não tiveram acesso regular ao recurso.
O líder petista afirmou que a obra era uma promessa antiga e citou uma tentativa de realizar a transposição ainda no período imperial, em 1846. Segundo o presidente, atualmente quase 15 milhões de pessoas são beneficiadas pelo projeto. Ele também disse que espera inaugurar ainda neste ano o trecho que falta para concluir o chamado Cinturão das Águas, em Fortaleza.
Ao falar sobre suas realizações, reforçou que pretende construir seu discurso para 2026 a partir do legado de seus governos e da inclusão social. “Porque os pobres nesse país nunca foram respeitados. Isso é o seu legado. Isso é o seu legado”, afirmou.

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