BRASIL-EUA

Tarifas dos EUA: Ministro explica por que reciprocidade não é retaliação

Segundo Márcio Elias Rosa, medida busca reequilibrar balança comercial de forma justa; entenda a estratégia do governo para a relação com os EUA

Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, falou sobre a lei de reciprocidade -  (crédito: Júlio César Silva/MDIC)
Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, falou sobre a lei de reciprocidade - (crédito: Júlio César Silva/MDIC)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que a reciprocidade do Brasil às tarifas dos Estados Unidos é uma ferramenta para equilibrar a relação comercial, e não uma retaliação. A declaração foi feita nesta sexta-feira (14/8), em entrevista à GloboNews.

"Não pode ter pressa, porque a reciprocidade não é retaliação. A reciprocidade não é uma ofensa ou uma agressão, não é isso", explicou o ministro.

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Segundo ele, a ação busca reajustar a balança comercial e econômica. "Reciprocidade é uma tentativa de reequilibrar uma balança [...] que ficou desequilibrada em razão de uma medida bilateral injusta", afirmou Rosa.

O ministro destacou que o cenário ideal seria o recuo dos EUA em relação às tarifas. Isso evitaria que o processo da lei de reciprocidade, que deve ser longo, se arrastasse para o próximo mandato presidencial.

Ele também ressaltou a disposição do governo brasileiro para dialogar, mas sem descartar outras medidas.

"Eu acho que é muito cedo para identificar o tipo de medida que pode ser adotada, mas é bom, sobretudo, que os Estados Unidos da América saibam que nós estamos dispostos, tanto à negociação prolongada, duradoura, quanto à adoção de medidas que possam vir a ser necessárias", completou o ministro.

Com informações da Agência Estado

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 14/08/2026 11:38 / atualizado em 14/08/2026 11:38
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