
O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, escolheu Montes Claros, no Norte de Minas Gerais (MG), para lançar sua campanha eleitoral. O que o ex-governador de Minas Gerais pretende é se tornar mais conhecido nacionalmente. Na pesquisa Quaest, ele pontuou 2% das intenções de voto. A estratégia é aumentar os contatos diretos com as pessoas — concentrando em atos nas praças e nos locais públicos.
A ideia é viajar pelo país, ocupando espaços na imprensa, por meio de entrevistas, debates e sabatinas. O senador Eduardo Girão (Novo), vice na chapa de Zema, disse que o candidato vai trabalhar incansavelmente. "Ele vai no atacado, eu no varejo", disse o senador ao Correio. De acordo com Girão, a proposta é explorar elementos da vida do candidato, como o fato de ser um homem do interior, que "subiu na vida sem rabo preso".
O senador disse que será aproveitado o histórico de Zema em Minas Gerais, com a ideia de que ele "reorganizou" o estado após a gestão petista de Fernando Pimentel (PT). "Ele tem experiência de gestão de resolver problemas deixados pelo PT, é o único que tem essa característica", avalia Girão.
Dados concretos
"A campanha entra no período eleitoral com uma missão bem definida: mostrar aos brasileiros, com dados e propostas objetivas, quem é o candidato e o que ele pretende fazer pelo país", disse o ex-deputado federal Tiago Mitraud (Novo), que atua como um dos principais coordenadores gerais da campanha de Zema.
O foco das próximas semanas será ampliar o conhecimento do eleitor sobre a trajetória de Zema, um empresário "que nunca dependeu da política para viver". Vale lembrar que, antes de ingressar na política e governar Minas Gerais por oito anos, Zema construiu sua carreira no setor privado. Bisneto do fundador do Grupo Zema, ele atuou por décadas na gestão da empresa familiar.
Críticas
O candidato vai manter as críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cobrando resultados na economia, na segurança e na transparência. "Sem transformar a disputa em uma troca de ataques pessoais", afirmou Mitraud."O que está em xeque agora são 4 anos de um governo do PT que ninguém aguenta mais. São quatro ministros do Supremo que podemos chegar a ter. Que já existe um regime hoje entre Lula e alguns ministros do STF, um caos institucional, insegurança jurídica gerada", disse Girão.
Em relação ao Supremo Tribunal Federal, o tom também será de ataques: sugerindo mudanças estruturais na Corte e mais equilíbrio entre os três Poderes. No seu plano de governo, há propostas que envolvem o aumento dos requisitos para a indicação de ministros, o fim das decisões monocráticas e a obrigação da investigação de ministros do STF quando apoiada pela maioria do Senado ou por iniciativa popular.
A tendência é que, mesmo com um cenário de disputa interna pelos votos da direita, a campanha de Zema não ataque os adversários do mesmo campo político. "Não vamos subir o tom com ninguém", disse um interlocutor de Zema. O senador Girão avalia que isso seria uma "perda de tempo". "A gente não vai perder tempo e falar dos outros candidatos de direita, mas sim, alertar para o grande mal que é esse governo (do presidente Lula)", afirmou o senador.
Em maio, quando foram divulgadas informações que ligavam Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, Zema fez severas críticas, dizendo ser um "tapa na cara dos brasileiros".

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