ELEIÇÕES 2026

Flávio diz que irá usar a imagem do pai em campanha "no limite da lei"

O presidenciável afirmou ainda que o sistema está contra ele e que o Judiciário não permite que o Brasil viva uma democracia plena

Deepfake de Bolsonaro foi usado pelo PL em convenção -  (crédito: Beto Barata/PL)
Deepfake de Bolsonaro foi usado pelo PL em convenção - (crédito: Beto Barata/PL)

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (18/8), que o Centrão não apoia a sua campanha por “ameaças de altas autoridades em Brasília”. O presidenciável não citou nomes ou episódios mas, segundo ele, o sistema está com “medo” de sua campanha. 

“Apesar de esses partidos não terem vindo formalmente, seria importante ter o tempo de TV e rádio, seria uma campanha mais bem estruturada. Não vieram, todos estão vendo as razões. Eles receberam ameaças de altas autoridades em Brasília para não se juntarem à minha candidatura. O sistema está com medo de Flávio Bolsonaro”, afirmou em Belo Horizonte, em entrevista à rádio Itatiaia.

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Flávio também criticou o Judiciário e disse que o Brasil não vive uma “democracia plena”. "Esse é mais um sintoma de que não vivemos uma democracia plena a partir do momento que autoridades do Judiciário fazem algum tipo de constrangimento para líderes partidários tomarem suas decisões dentro da política", falou. 

O candidato do PL disse que irá usar a imagem do pai, Jair Bolsonaro, na campanha, dentro dos limites impostos pelo TSE. “O jurídico ainda vai me dar o limite. Vou usar o limite do que a legislação permitir”, enfatizou.

Durante a convenção que oficializou a candidatura de Flávio no início do mês, foi exibido vídeo com inteligência artificial (IA) emulando discurso do ex-presidente. Na ocasião, o personagem criado por algoritmos declarou apoio ao filho presidenciável.

*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

A discussão provocada pelo vídeo com Inteligência Artificial (IA) exibido na convenção de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) forçará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a adotar um novo entendimento sobre casos de “deepfake do bem”, quando não há ataques a adversários ou intenção de enganar a população. Resolução aprovada pelo TSE proíbe o uso desse tipo de conteúdo com o objetivo de ludibriar os eleitores ou fazer campanha negativa, mas há diferentes interpretações sobre a legalidade da fabricação de voz ou imagem de pessoas apenas para auxiliar a comunicação dos candidatos. Ministros estão divididos sobre a peça que emulou o discurso de Jair Bolsonaro. Na ocasião, o personagem criado por algoritmos declarou apoio ao filho presidenciável.


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postado em 18/08/2026 16:59 / atualizado em 18/08/2026 17:20
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