
Membros da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição sugeriram que o chefe do Executivo fale abertamente, mais uma vez, sua posição quanto ao envolvimento de Fábio Luís da Silva, que ficou conhecido como Lulinha pela imprensa. O advogado de Lulinha, Marco Aurélio, reuniu-se ontem (19/8) com o presidente no Palácio da Alvorada para tratar do caso.
O conselho é para que o petista reforce, cada vez mais, que não tolerará qualquer tipo de envolvimento errado do empresário aproveitando-se da ligação familiar.
Outra parte defendida por auxiliares de Lula é que, embora respingue ao seu redor, os escândalos não envolvem o presidente diretamente. Um interlocutor reforçou que no caso do oponente, o senador e candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é "completamente o contrário".
A fonte se refere ao caso do Banco Master no qual o primogênito de Jair Bolsonaro teria fechado contrato milionário para a suposta produção do filme sobre a biografia em vida do ex-presidente, que hoje está preso em domiciliar por ter tentado contra o Estado em janeiro de 2023. A história foi revelada pelo The Intercept Brasil.
Marcola
Já o caso de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, tende a ter ainda mais peso em rejeição. Isso porque ele era o chefe de gabinete do mandatário e atuava na chamada "cozinha" do Palácio. A desvinculação, no entanto, será mais difícil que do filho Lulinha.
Membros do corpo jurídico da campanha sinalizaram ao Correio que "Lula defenderá as investigações" envolvam elas quem envolverem.

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