O senador Jaques Wagner (PT) aproveitou a convenção que oficializou as candidaturas de Jerônimo Rodrigues ao governo da Bahia e de Rui Costa e dele próprio ao Senado, neste sábado (1º/8), em Salvador, para associar o desempenho eleitoral da chapa ao legado dos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em discurso para militantes e lideranças da base aliada, Wagner atribuiu ao petista a expansão da educação superior, da rede federal de ensino técnico e da infraestrutura de saúde no estado.
Ao lado de Lula, o senador afirmou que as transformações promovidas nos últimos anos explicam o apoio do eleitorado baiano ao presidente. Segundo ele, a criação de novas universidades federais, a ampliação dos institutos federais e a interiorização de serviços de alta complexidade na saúde mudaram a realidade da população. Wagner sustentou que essas políticas permitiram ampliar o acesso à educação e ao atendimento médico em diferentes regiões da Bahia.
O parlamentar também fez um balanço da trajetória do grupo político que governa o estado desde 2007. Ao defender a reeleição de Jerônimo Rodrigues, afirmou que o atual governador deu continuidade ao trabalho iniciado nas gestões anteriores e destacou a entrega de hospitais, escolas de tempo integral e outras obras de infraestrutura. Wagner disse que Jerônimo percorreu praticamente todos os municípios baianos durante o mandato e classificou o governador como um gestor "incansável".
Durante o discurso, o senador ampliou o tom eleitoral ao defender que a reeleição de Lula depende da formação de uma maioria governista no Congresso Nacional. Wagner pediu votos para candidatos da base à Câmara dos Deputados e afirmou que a eleição dele e de Rui Costa para o Senado fortalecerá a articulação do governo federal em pautas como o fim da escala 6x1 e a proposta de emenda à Constituição da segurança pública. Também criticou adversários políticos, associando a oposição a ataques contra a soberania nacional e ao sistema de pagamentos Pix.
Ao pedir votos para sua candidatura ao Senado, Wagner afirmou que a disputa de 2026 terá impacto além das fronteiras brasileiras. Segundo ele, uma nova vitória de Lula representaria a defesa da democracia, da justiça social, do meio ambiente e da paz em um cenário internacional marcado por conflitos. O senador encerrou o discurso conclamando os militantes a garantirem a vitória da chapa governista ainda no primeiro turno e a ampliarem a representação dos partidos aliados no Legislativo.
Jaques Wagner disputa a reeleição ao Senado em meio às repercussões da investigação envolvendo o Banco Master. O parlamentar nega qualquer irregularidade e afirma não ter participação nas operações sob apuração. Em entrevistas recentes, declarou confiar nas investigações e disse que seu nome foi citado de forma indevida no caso, sustentando que não praticou qualquer ato ilícito relacionado à instituição financeira.
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