O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) anunciou que, se eleito, Amanda Vettorazzo (União) será sua ministra da Secretaria-Geral da Presidência da República. Vale lembrar que ela já atua na coordenação da campanha do presidenciável e é vereadora de São Paulo.
O anúncio ocorreu na terça-feira (25/8), em entrevista coletiva em frente a uma delegacia do centro de São Paulo, após a vereadora contar que sofreu uma tentativa de suborno. Amanda relatou que um homem ofereceu a ela R$ 6 milhões para que ela favorecesse um contrato de fornecimento de tecnologia para a Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo.
Segundo a vereadora, ela teria dado voz de prisão assim que a proposta foi apresentada e o suspeito foi conduzido ao 1º Distrito Policial. "A gente ter uma vereadora que, diante de um caso desses, teve a coragem de enfrentar alguém que muito provavelmente atua com algum tipo de quadrilha junto é algo muito meritório", enalteceu Renan.
A Secretaria-Geral da Presidência da República é o órgão do governo federal responsável por fazer a ligação entre o presidente, os ministérios e a sociedade civil. Atualmente, a pasta é comandada por Guilherme Boulos (PT). Na liderança da secretaria, Amanda atuaria na articulação social, conectando o governo a movimentos sociais, entidades e cidadãos.
Quem é Amanda Vettorazzo
Amanda Vettorazzo é vereadora de São Paulo e foi eleita para seu primeiro mandato na Câmara Municipal em 2024 com mais de 40 mil votos. Ela integra a Comissão de Administração Pública e, em abril de 2026, foi eleita presidente da Comissão Extraordinária de Segurança Pública.
A vereadora é conhecida pelo seu posicionamento de direita com forte presença nas redes sociais e defesa de pautas voltadas a segurança pública, conceito de cidades inteligentes, desburocratização e causa animal.
Na política, disputou sua primeira eleição em 2020, quando concorreu ao cargo de vereadora da Câmara Municipal de São Paulo pelo partido Patriota. Em seguida, em 2022, disputou a eleição para deputada estadual de São Paulo pelo União Brasil. Em ambos os casos, ficou como suplente.
A sua jornada também envolve polêmicas. Em 2022, ela entregou ao então candidato ao governo paulista Tarcísio de Freitas um diploma simbólico de “pior ministro para São Paulo”. Como vereadora, ainda protocolou um projeto de lei chamado de “Lei Anti-Oruam”, que proíbe que órgãos públicos contratem ou financiem artistas e eventos que façam apologia ao crime organizado, a facções ou ao uso de drogas.
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