
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) iniciou a campanha eleitoral neste domingo (16) no Largo São Francisco (SP) com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). O candidato usou colete a prova de balas durante o evento, pois teria sofrido ameaças de morte. Ele defendeu o combate ao crime organizado e convocou a militância para garantir sua eleição.
Ao final do discurso, ele cantou e tocou o jingle da campanha para a plateia. Renan chamou Lula e Flávio de “malditos”. “Entregaram um país de joelhos, de pessoas escravizadas, mendigando Bolsa Família, vale gás e energia elétrica”, falou sobre a gestão petista. Segundo ele, o único número que “supera” o 13, correspondente ao presidente Lula, é o 14, o dele. "O (comício) de Lula só tinha zumbis".
Sobre Flávio, Renan afirmou que o bolsonarista está ligado às duas principais facções do Brasil, o Comando Vermelho e as milícias do Rio de Janeiro. Além disso, citou que a campanha do PL está “comprando” os mesmos “vícios” que gostavam de condenar, ao relembrar o uso de funk pelos candidatos bolsonaristas.
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“São exatamente o que eles criticam. São o projeto de poder com o fim em si mesmo. Não tem nada a agregar. Não podemos ficar refém desses malditos”, afirmou. Ao mencionar o combate ao crime organizado e às facções brasileiras, Renan disse que, se eleito, irá “tingir o chão de vermelho com sangue dos vagabundos". Durante o ato, a militância repetiu diversas vezes o bordão “prendeu, matou". Para a imprensa, Renan defendeu um plano de encarceramento em massa.
Visando superar Flávio e Lula nas pesquisas, Renan convocou a militância para “convencer parentes, amigos e familiares” a votarem nele. “Usarem as redes sociais como ferramenta de guerra”, defendeu. Além disso, pediu que os militantes “adotem” candidatos a deputado federal e estadual, para garantir bancadas aliadas no Brasil e nos estados. “Precisamos eleger nosso exército. Agora é hora de fechar a cara e trabalhar”, afirmou.
Com relação ao posicionamento brasileiro no cenário externo, o candidato avalia que o Brasil vive uma situação “humilhante” de coadjuvante, em que é obrigado a escolher entre China e Estados Unidos “para ver quem o tutela”. “Governo precisa ser duro e rígido contra todo mundo que quiser nos tratar como idiotas. Gente de fora, ou de dentro, todos serão tratados como inimigos”, disse.
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Renan chamou de “imbecilidades” as discussões sobre sexo e cor de pele. Além disso, avaliou que é uma “perversibilidade” a inserção de hormônio em crianças que se identificam como pessoas trans. “Somos pessoas que respeitamos o direito da pessoa ser feliz e amar quem quiser, só não somos otários e não ficaremos aceitando discurso amaldiçoado de pessoa demoníaca”, afirmou.
Sobre o uso de colete nos atos da campanha, Renan afirmou que as ameaças que vem recebendo estão sendo repassadas para a Polícia Federal. Ele atribui as ameaças à facções criminosas do Ceará e do Rio de Janeiro, assim como de extremistas de esquerda.
Aliados
O vice, Aroldo Medina (Missão), criticou o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o chamou de um cristão hipócrita pelos vínculos com Daniel Vorcaro do Banco Master. “Em um momento pede a benção dos pastores, e aí vai na festa do Vorcaro”, disse. Ele também projetou que o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) será o ministro "número 1", caso Renan seja eleito.
A coordenadora da campanha, Amanda Vettorazzo, discursou no ato usando colete à prova de bala e convocou a militância para “a guerra” nas ruas para garantir a eleição de Renan à Presidência. “Peguem materiais, principalmente adesivos de carro, é nossa principal arma”, afirmou.
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Ela, assim como outros aliados que discursaram, defendeu o combate ao crime organizado e o fim da corrupção no Brasil, com gritos da militância de “prendeu, matou”. Antes da chegada de Renan, também foi anunciado Guto Schiaveto como candidato ao Senado por São Paulo.
Aliados de Renan também criticaram os demais candidatos à Presidência. O ato contou com gritos de acusações aos nomes de esquerda e de direita: “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão” e “Flávio é ladrão, para presidente Renan Santos do Missão”.

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