
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta terça-feira (1º/9) o vídeo de inteligência artificial (IA) utilizado pelo senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no lançamento de sua campanha em São Paulo. Ele fez uso do que conhecemos como “deepfake” ao adicionar imagens do ex-mandatário Jair Bolsonaro para atrair maior eleitorado.
A tendência, segundo auxiliares de magistrados da Corte Eleitoral, é de punição. “Por mínima que seja, mas não passará em branco”, sublinhou ao Correio um interlocutor.
O questionamento sobre a peça partiu da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição. Na representação encaminhada à Justiça Eleitoral, os advogados classificam o conteúdo como um deepfake, definido como material produzido ou manipulado digitalmente para reproduzir características como imagem e voz de pessoas reais, criando uma representação capaz de induzir o eleitor a uma percepção equivocada.
O caso está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha petista sustenta que o vídeo produzido com inteligência artificial e apresentado durante a convenção nacional do PL, em julho, quando Flávio Bolsonaro teve a candidatura à Presidência oficializada, se enquadra na definição de deepfake.

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