ELEIÇÕES 2026

Haddad chama de "questão menor" decisão dos EUA sobre PCC e CV

Candidato ao governo de São Paulo também classificou como "questão menor" a decisão dos EUA de tratar PCC e CV como grupos terroristas

Fernando Haddad participou do programa Roda Viva nesta segunda (31/8) -  (crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Fernando Haddad participou do programa Roda Viva nesta segunda (31/8) - (crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil)

O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira (31/8) que o crime organizado só poderá ser combatido a partir da integração entre as forças de segurança. “Mas, enquanto nós tivermos [as forças] fragmentadas e como uma disputa, uma falsa disputa de protagonismo, nós não vamos chegar lá. Hoje, os crimes não são mais regionais”, disse o petista ao participar do programa Roda Viva, da TV Cultura.

Haddad criticou o adversário e atual governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao afirmar que ele não compreenderia as “interconexões” do Primeiro Comando da Capital (PCC) fora de São Paulo. “Um dos erros do governador atual aqui de São Paulo é que ele ainda pensa com a cabeça pequena, como se o crime tivesse acontecido aqui. No território, ele não compreende as interconexões do PCC fora de São Paulo e no mundo, inclusive.”

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O alcance das organizações, segundo Haddad, chamou a atenção dos Estados Unidos, já que existe uma “repercussão internacional”. “Inclusive, a cooperação tem que ser internacional”, ponderou.

Ao falar sobre a classificação das organizações como terroristas, o candidato disse que a definição é uma “questão menor”. “Como é que você vai chamar, se de máfia, organização terrorista, facção? O importante é como você vai trabalhar o combate [a elas].”

Haddad também citou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, matéria considerada uma das prioridades do Palácio do Planalto.

A PEC amplia a participação da União na coordenação das políticas de segurança e estabelece diretrizes nacionais para o enfrentamento ao crime organizado.

O avanço da PEC da Segurança também está relacionado a um projeto político mais amplo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A intenção do governo é, caso o texto seja aprovado pelo Congresso, criar um Ministério da Segurança Pública antes do primeiro turno.

A nova estrutura seria apresentada como uma resposta do governo a uma das áreas em que enfrenta maior resistência junto ao eleitorado e reforçaria o discurso de combate ao crime organizado durante a campanha.

 

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postado em 01/09/2026 00:04 / atualizado em 01/09/2026 00:11
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