Caso Master

Flávio pede saída de Moraes após novas revelações sobre Vorcaro

Senador diz que ministro deve explicar mensagens e contrato com escritório da esposa; PGR e PF também foram citadas

Flávio Bolsonaro critica participação de Moraes em contrato do Banco Master -  (crédito: Andressa Anholete/Agência Senado)
Flávio Bolsonaro critica participação de Moraes em contrato do Banco Master - (crédito: Andressa Anholete/Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu nesta terça-feira (1º) a renúncia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após novas informações divulgadas sobre a relação do magistrado com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas no Senado, depois de Flávio presidir uma reunião da Comissão de Segurança Pública. Para o senador, as denúncias são graves e, caso confirmadas, tornam insustentável a permanência de Moraes na Corte. “Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem mais condição de continuar como ministro”, afirmou.

Flávio disse ter ficado “impactado” com as informações sobre a participação de Moraes na elaboração de um contrato de até R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Segundo informações atribuídas à investigação, metadados do arquivo apontam um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes” como responsável por alterações no documento. O escritório afirma que o ministro foi consultado pela esposa para avaliar eventual impedimento relacionado ao contrato e nega irregularidades.

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Outro ponto mencionado pelo senador foram as mensagens encontradas no celular de Vorcaro e analisadas pela Polícia Federal. Segundo o material divulgado nesta terça-feira, os investigadores identificaram Moraes como destinatário de mensagens nas quais o banqueiro pedia ajuda em relação a medidas que poderiam ser tomadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República. Em uma delas, Vorcaro teria perguntado ao interlocutor se deveria deixar o país antes de uma operação.

Na avaliação de Flávio, o conjunto de informações exige esclarecimentos do ministro e de sua mulher. “Se ele edita os contratos da esposa que estava oficialmente sendo contratada, se parece que tem alguma forma de ajudar o Vorcaro a dar garantias de que a Polícia Federal não atue em determinado momento ou que o procurador-Geral da República se posicione a favor do Vorcaro por influência de Alexandre de Moraes”, afirmou.

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postado em 01/09/2026 14:42
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