
O candidato à presidência pelo Missão, Renan Santos, classificou a possibilidade do eleitorado brasileiro votar no escritor e postulante do Avante, Augusto Cury, como uma ação de "desistência" do Brasil. Ditas por Renan nesta segunda-feira (7/9), em discurso no ato em celebração da Independência do Brasil, em São Paulo, as críticas a Cury ocorreram dias após pesquisas eleitorais mostrarem o escritor na terceira colocação, atrás dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL).
"Votar no Flávio é desistir do Brasil votar no Lula desistir do Brasil e agora que tem os fãs do Cury é a desistência em essência não quero resolver nada me dê um rivotril que eu quero dormir", disse Renan, ao considerar avanço do escritor nas pesquisas como uma "ascensão da covardia".
Em números, segundo a pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7), a disputa pelo terceiro lugar na corrida eleitoral de outubro mostrou Renan e o candidato Ronaldo Caiado (PSD) empatados em quarto lugar, com 3% das intenções de votos. Cury, à frente desses dois candidatos, fez 8%, enquanto Lula e Flávio, 36% e 29%, respectivamente.
Ministros do STF
O candidato do Missão Renan Santos, além de criticar Cury, Lula e Flávio, pediu a saída do cargo dos ministros Dias Tóffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além do procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-Geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, sob a justificativa de, segundo Renan Santos, estarem envolvidos nas investigações sobre fraudes financeiras operadas pelo Banco Master.
“Que se abra a caixa-preta do Banco Master e que parem todos na cadeia”, afirmou Renan, que apresentou um manifesto que defende a continuidade das apurações sobre o Master com o recrudescimento das investigações no meio jurídico além de lideranças políticas e empresariais.
Cury enaltece Mendonça
Enquanto Renan Santos juntou acusações ao Supremo a críticas a Augusto Cury, o candidato escritor focou ações nesta segunda-feira (7) para enaltecer o ministro André Mendonça, magistrado que tornou pública investigações da Polícia Federal que apontam relação entre Moraes, Gonet e o então sócio do Banco Master, Daniel Vorcaro.
"No STF, ninguém deve ser poupado, tem que ser investigado. E se não for provado nenhuma culpa, estão livres. Mas se tiver, tem que haver condenação. Isso é pacífico. Eu mandei minha solidariedade ao André Mendonça, mandei também ao Fachin, e para vários membros do STF. O que tem que haver é um STF isento, ninguém deve ser poupado. Se há indício de corrupção, tem que ser investigado até as últimas consequências. Senão esse país colapsa, ele vai colapsar", disse Cury, em caminhada no Rio de Janeiro, na celebração do dia da Independência do Brasil.
O candidato do Avante também anunciou que, se eleito, direcionará políticas de financiamento a "10 milhões" de microempresas. “Em cada escola pública, (vamos) ter uma agência do Banco do Empreendedor e uma Escola do Empreendedor”, projetou.

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