
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que cabe ao Senado dar uma resposta à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita nesta terça-feira (8/9), ao ser questionado sobre os discursos de aliados que defenderam o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Durante o ato de 7 de Setembro, convocado pela campanha de Flávio Bolsonaro, Tarcísio adotou um tom mais institucional. A postura se diferenciou da de outros participantes, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o próprio Flávio, que defenderam o impedimento de Moraes.
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Em entrevista coletiva após uma agenda do programa Smart Sampa, Tarcísio defendeu que o Senado tem o dever de fiscalizar as instituições. Ele ressaltou que eventuais dúvidas sobre a conduta de Moraes precisam ser esclarecidas pelo STF e pelo Senado, respeitando o Estado Democrático de Direito.
“O Senado tem o dever de agir, tem o dever de fiscalizar. Se o Senado não atua, o sistema de freios e contrapesos vai ruir da pior forma, que é a ruína da omissão”, declarou o governador.
Tarcísio disse ainda que o que foi revelado é grave e necessita de uma resposta institucional, sem romper as barreiras legais. “A gente não pode ultrapassar as barreiras daquilo que é legal”, afirmou.
O governador também elogiou o ministro André Mendonça, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência da corporação. Mendonça alegou ter sido monitorado ilegalmente pela PF e ordenou investigações sobre o caso.
Para Tarcísio, o ministro representa uma “esperança” para a superação da crise. “O André é uma pessoa muito discreta, muito firme, porém também muito sábia. E eu rogo a Deus para que ele tenha essa sabedoria”, disse.
Ele declarou que existe uma “saturação” em relação aos acontecimentos do Supremo e pediu sabedoria ao presidente da Corte, Edson Fachin. “Eu rogo a Deus para que o Fachin tenha essa sabedoria, porque é o presidente do Supremo em uma situação superdelicada. O Brasil não pode perder o seu tribunal”, concluiu.
Com informações da Agência Estado
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
