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Veja as principais frases dos ministros durante sessão do STF

Julgamento sobre possível investigação de Moraes teve bate-boca, acusações e críticas entre integrantes da Corte

Sessão plenária extraordinária do STF deve entrar para história -  (crédito:  Rosinei Coutinho/STF)
Sessão plenária extraordinária do STF deve entrar para história - (crédito: Rosinei Coutinho/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisou nesta terça-feira (15/9) se abre uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suposto envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A sessão, iniciada às 10h25, foi marcada por discussões, acusações e divergências entre os ministros sobre a condução do caso.

Antes de entrar no mérito das suspeitas contra Moraes, o plenário discutiu questões relacionadas ao rito do julgamento, à validade do relatório produzido pela Polícia Federal (PF) e à atuação do ministro André Mendonça na condução do caso. Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli também anunciaram que não participariam da votação. 

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Veja algumas das principais declarações ao longo da sessão que encerrou às 18h22.

Início da sessão

Edson Fachin

"O país olha para esta Corte. A História também olhará para este momento. Hoje, não prestamos contas apenas aos nossos contemporâneos. Prestamos contas", disse ele ao iniciar a sessão defendendo que a Corte analise o caso de forma técnica e impessoal.

“Não se julgam pessoas; julgam-se fatos e questões jurídicas”.

Kassio Nunes Marques 

“Na condição de presidente do TSE, não me sinto confortável para participar desse julgamento”. 

Ainda no ínicio, Marques anunciou que não participaria da votação. O ministro afirmou que tomou a decisao para preservar a sua atuação à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Dias Toffoli

“Por motivo de foro íntimo, para preservação da Corte, eu declaro a minha suspeição para participar desse julgamento". 

Toffoli também decidiu não participar da análise. Ex-relator de processos relacionados ao Banco Master, ele ressaltou que a decisão não significava admitir impedimento. 

Alexandre de Moraes 

“Está a serviço de um grupo político que tentou dar um golpe no país". 

Moraes direcionou a acusação a André Mendonça durante um dos momentos de maior tensão da manhã. O ministro questionou a forma como Mendonça conduziu as apurações e afirmou que houve tentativa de direcionar a investigação contra ele.

André Mendonça

"Mentira. Pode chamar quem quiser, vão mentir".

Mendonça rebateu Moraes imediatamente. O confronto se deu depois de Moraes afirmar que teria testemunhas sobre a suposta atuação do colega para envolvê-lo na investigação. 

Gilmar Mendes

"É evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral".

Gilmar Mendes também fez duras críticas à atuação de André Mendonça. O decano afirmou que houve viés político-eleitoral na condução do caso e questionou a divulgação de informações durante o período eleitoral.

"Até a máfia tem ética. É preciso ter decência". 

Na sequência, Gilmar criticou o tratamento dado às informações que citavam diferentes integrantes do Supremo e pessoas ligadas aos ministros. Para ele, uma apuração parcial comprometeria a liberdade de decisão do tribunal.

Andre Mendonça

"Não aponte o dedo para mim, não está falando com qualquer um".

Mendonça reagiu às críticas de Gilmar Mendes e exigiu respeito. A discussão elevou o tom da sessão antes do intervalo. 

A sessão foi interrompida por volta das 12h para dar continuidade ao horário eleitoral.

Retorno da sessão

Retomada às 15h20, os ministros continuaram a discutir o rito que deveria ser adotado para analisar as informações relacionadas ao Banco Master.

O clima voltou a ficar tenso no fim da tarde, com novo ambate entre Gilmar Mendes e André Mendonça.

Gilmar Mendes

"O sujeito revestido de um sentimento policialesco. É impressionante a desfaçatez do sujeito".

Gilmar interrompeu Mendonça durante a discussão sobre a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O comentário provocou reação imediata do colega.

André Mendonça

"Impressionante a desfaçatez de Vossa Excelência. Me respeite. Isso aqui não é brincadeira". 

Mendonça elevou o tom ao responder ao decano e exigiu respeito durante a discussão.

"Eu não estou chorando. Aqui não tem choro, não. Respeite". 

Flávio Dino

"O clima é daqui para pior". 

O ministro Flávio Dino pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso. A decisão do magistrado ocorreu em meio a uma intensa discussão entre os integrantes do plenário, após uma fala de André Mendonça.

Cármem Lúcia

Pouco antes de encerar a sessão, a ministra Cármen Lúcia afirmou estar “envergonhada” com a situação atual da Corte. Ela ainda disse estar triste com o fato do Tribunal ter provocado um "mal estar cívico em todos os cidadãos brasileiros". 

Com o pedido de vista de Flávio Dino a sessão da decisão no STF foi adiada sem resolução.

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postado em 15/09/2026 18:15 / atualizado em 15/09/2026 19:07
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