
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (17/9), que eventuais suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam apuradas de forma ampla e que os casos sejam julgados conjuntamente. Em entrevista à Rádio Itatiaia, Lula afirmou que informações relacionadas às investigações do caso Master devem ser tornadas públicas e voltou a defender uma reforma do Judiciário.
A declaração ocorre em meio à crise no Supremo provocada por divergências entre ministros sobre a condução das apurações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O impasse já levou a confrontos públicos entre integrantes da Corte e ao adiamento de decisões sobre as investigações.
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Ao comentar a possibilidade de decisões diferentes para ministros envolvidos nas apurações, Lula defendeu que os casos sejam analisados simultaneamente. “Se quiser fazer justiça na votação, tem que colocar todo mundo no mesmo dia. Vamos saber quem é que está envolvido para que a gente possa apurar”, afirmou.
O presidente também cobrou transparência sobre os elementos reunidos nas investigações. “O que você não pode é julgar uma pessoa antes das eleições, é devastante para julgar depois. Julga todo mundo de uma vez, analisa todo mundo, todo mundo agora quer ter o material, é só tornar público”, disse.
“Ninguém é impune diante da lei”
Lula afirmou que eventuais irregularidades devem ser investigadas independentemente de quem esteja envolvido. “Ninguém, ninguém, ninguém é impune diante da lei. Quem cometeu erro que pague pelo erro que cometeu”, declarou.
O presidente também defendeu que a Suprema Corte preserve sua credibilidade perante a sociedade. Para Lula, o STF, por ser a instância máxima do Judiciário, precisa adotar padrões elevados de conduta. “A Suprema Corte precisa ser respeitada. Se a Suprema Corte não tiver respeito da opinião pública, fica muito difícil a gente acreditar que a Suprema Corte é o guardião da nossa Constituição”, afirmou.
Lula disse ainda que a crise atual pode impulsionar o debate sobre mudanças estruturais no Judiciário. A discussão sobre uma reforma da Justiça e sobre o funcionamento do STF já vem sendo defendida pelo presidente em outras entrevistas recentes.
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