
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (19/9), durante ato de campanha em Santa Catarina, que pretende estreitar a relação com o governador Jorginho Mello (PL) e estabelecer uma parceria entre os governos estadual e federal caso seja eleito. Em discurso, ele apresentou o estado como uma referência em áreas como infraestrutura, funcionamento da lei e sistema penitenciário.
Flávio destacou o que chamou de “pacto” com Santa Catarina e com Jorginho Mello. Segundo o candidato, o compromisso envolve também os candidatos ao Senado apoiados por seu grupo no estado, Carol De Toni e Carlos Bolsonaro. “É muito importante para reafirmar esse pacto que eu tenho com o estado de Santa Catarina, com o Jorginho Mello, nossos dois senadores aqui, a Carol De Toni e o Carlos Bolsonaro”, afirmou.
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Na avaliação do candidato, Santa Catarina tem características que poderiam servir de inspiração para outras regiões do país. Ele citou a capacidade de escoamento da produção e mencionou obras e rodovias federais como áreas nas quais pretende trabalhar em conjunto com o governo estadual. “Santa Catarina não é um estado de fascistas, é um estado que prospera, um estado onde a lei funciona”, declarou.
Flávio mencionou especificamente as BR-470 e BR-280, incluindo a duplicação da segunda, além da BR-101 e da região do Morro dos Cavalos. Para o candidato, há espaço para ampliar concessões e parcerias entre a União e o governo catarinense. “A gente tem um monte de possibilidades de concessões e parcerias com o governo do estado”, disse.
Críticas ao governo Lula
Na reta final da campanha, o candidato também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio afirmou que o Brasil precisa “virar essa triste história” e associou a atual administração a ideias que classificou como antigas e a casos de corrupção. “O presidente da República representa o passado, representa ideias velhas, representa um governo pesado, um governo de pessoas incompetentes em vários casos de corrupção”, declarou.
Sem detalhar medidas específicas, Flávio apresentou como prioridades de um eventual governo a redução das despesas públicas, a diminuição da burocracia e dos impostos e o combate à criminalidade.
“Vamos colocar as despesas dentro das receitas, fazer um governo moderno, um governo enxuto, um governo com menos burocracia, redução dos impostos, combate pesado à criminalidade e potencializar aquilo que o Brasil tem de melhor, que são os brasileiros que querem trabalhar e hoje têm dificuldade”, afirmou.
O candidato também disse que pretende apoiar pessoas em situação de dificuldade e estimular aqueles que desejam empreender, mas encontram obstáculos para iniciar ou ampliar seus negócios. “Eu quero cuidar de quem precisa, mas quero estender as mãos para ajudar aqueles que têm mais dificuldade, aqueles que querem empreender e hoje não conseguem”, disse.
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