
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repetiu, nesta segunda-feira (21/9), as críticas direcionadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as justificativas adotadas pela Casa Branca para adotar sobretaxa de até 37,5% contra uma lista exportações brasileiras destinadas ao país norte-americano.
"Acho que essas tarifas foram baseadas em mentiras. O Brasil tem um deficit comercial de muitos bilhões de dólares com os EUA. (...) É uma forma de governar (de Trump) com a qual não concordo: 'sou mais forte, sou o mais rico, posso tudo e todos os outros têm que obedecer'. É a lei do mais forte", criticou Lula, em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN dos EUA.
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Realizada em Nova York, nos Estados Unidos, a conversa com a jornalista norte-americana ocorreu um dia antes de um possível encontro entre Lula e o republicano Donald Trump, nos corredores da Assembleia da Organização das Nações Unidas, evento previsto para amanhã (22/9).
Reciprocidade, soberania e eleições
Na conversa com a jornalista norte-americana, Lula tratou de reciprocidade nas negociações com os EUA, além da diversificação econômica com outros países e de eleições brasileiras, marcadas para 4 de outubro.
Quanto à reciprocidade, frisou que o Brasil focou na busca de novos parceiros econômicos para suprir o comércio com os Estados Unidos em meio à vigência do tarifaço.
"Não vou apenas tentar chorar pelo leite que foi derramado no chão. Vou procurar outros parceiros para tentar comprar e vender. É assim que eu faço na política também. E nós podemos aplicar a lei de reciprocidade com os EUA", pontuou, ao condicionar uma possível aplicação da lei de reciprocidade e uma negativa de Trump nas negociações.
Ao comentar das eleições brasileiras, previstas para 4 de outubro, Lula definiu o pleito como uma escolha entre "democracia ou barbárie" e rechaçou possibilidades de os Estados Unidos interferirem no processo.
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