
Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, foi às redes sociais neste domingo (27/9) comentar sobre o escândalo do Banco Master e pedir “profundas reformas” nas instituições do país.
De acordo com o ministro, o momento pede a correção de “práticas perversas que atingiram não apenas os tribunais, mas também o sistema financeiro e suas instituições de controle”, citando o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
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Na publicação, Gilmar detalhou o uso de precatórios do setor sucroalcooleiro na compra de créditos judiciais e a influência de tribunais no esquema investigado do caso Master. Porém, o ministro reforça que a trama não se restringiu à esfera jurídica. “Como já afirmei, o endereço do caso Master está também na Faria Lima”, destaca.
"O imprevisto é uma espécie de deus avulso, ao qual é preciso dar algumas ações de graças; pode ter voto decisivo na assembleia dos acontecimentos", escreveu Machado de Assis em Esaú e Jacó. O acaso nos abre agora a oportunidade de realizar uma profunda reforma nas instituições…
— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) September 27, 2026
Na quinta-feira (24), o ministro já havia levado ao plenário da Corte a disputa jurídica sobre indenizações devidas pela União ao setor sucroalcooleiro. O julgamento envolve o pagamento de até R$ 103,4 bilhões.
Papel das instituições
Gilmar aponta que ações do Conselho do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo avançaram nas investigações, mas que um esforço ainda maior é necessário.
Ele citou o cancelamento pelo CNJ de 16 precatórios expedidos pelo Tribunal Regional da 1ª Região (TRF-1) em benefício das usinas. A ação também determinou a devolução de cerca de R$ 4 bilhões ao Tesouro.
“É necessário que a Corregedoria Nacional de Justiça amplie o trabalho já iniciado, com uma correição extraordinária em todos os tribunais regionais federais, sobretudo no TRF-1, para rastrear outros precatórios marcados por irregularidades e depurar a fila de pagamentos da União”, aponta.
O ministro também pede reforço na fiscalização da CVM e do Banco Central, além da abertura de investigações criminais acerca do envolvimento de magistrados e advogados no caso.
“O MPF, a OAB e o Conselho da Justiça Federal estão convocados a agir, cada um em sua esfera, em nome da legalidade e da probidade. Impõe-se uma resposta coordenada das instituições, à altura da gravidade dos fatos revelados”, conclui.
As falas de Gilmar acontecem durante onda de desconfiança da população para com a atuação do STF. Em pesquisa do Datafolha publicada no sábado (26), 47% dos brasileiros avaliam de forma negativa o trabalho dos ministros da Corte. O índice é o pior desde 2019.
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