
O presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, reagiu nesta terça-feira (29/9) a uma informação falsa atribuída ao senador Flávio Bolsonaro (PL) de que, se eleito, retiraria Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil.
"Respeito todas as religiões, a católica, a evangélica, as religiões de matrizes africanas e até os ateus. Agora, na minha presidência, Nossa Senhora Aparecida continuará como padroeira do Brasil. Quem não quiser, que mude de país porque o Brasil vai continuar cuidando corretamente da fé das pessoas", disse Lula, em discurso realizado em Fortaleza, ao lado do governador do Ceará e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT).
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Considerado estratégico para o PT, o Ceará foi visitado por Lula duas vezes em setembro. A cinco dias das eleições, o presidente encontrou um cenário de disputa acirrada entre Elmano e seu principal opositor, Ciro Gomes (PSDB), na corrida pelo governo do estado.
Lula cresce entre religiosos
A sinalização de que manterá Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil ocorreu após a última pesquisa Quaest, divulgada nesta semana, mostrar crescimento de Lula entre eleitores católicos e evangélicos.
No primeiro turno, segundo o levantamento, Lula foi de 43% para 48% entre católicos e de 23% para 27% entre evangélicos. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) cresceu de 27% para 29% entre os católicos, mas recuou 3%, de 49% para 46% entre evangélicos.
Na simulação de segundo turno, o cenário também apresentou mudanças entre os grupos religiosos. Entre os católicos, Lula passou de 46% para 50% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro manteve 37%. Entre os evangélicos, o petista avançou de 28% para 30%, e o senador recuou de 58% para 54%.
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