O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está propondo a retirada de delegados da Polícia Federal que atualmente atuam nos gabinetes de ministros da Corte. A informação foi revelada pela Folha de S. Paulo e confirmada por interlocutores do STF pelo Correio.
A movimentação ocorre em meio às discussões internas sobre a relação entre integrantes do Supremo e autoridades responsáveis por investigações que tramitam no tribunal, em meio ao caso do Banco Master. A proposta, segundo apurou o Correio, prevê que delegados da PF deixem de atuar diretamente nos gabinetes dos magistrados.
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A medida representaria uma mudança na dinâmica adotada em investigações sob supervisão do STF, especialmente nos casos em que integrantes da Polícia Federal prestam auxílio aos gabinetes responsáveis pela condução dos processos.
A proposta ainda precisa ser discutida internamente e não significa, neste momento, que haverá uma retirada imediata dos delegados. O movimento de Gilmar, segundo interlocutores da Corte ouvidos pelo Correio, abre uma nova frente de debate dentro do Supremo sobre os limites da interlocução entre os gabinetes dos ministros e integrantes da Polícia Federal.
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