O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, comentou os dados da pesquisa Quaest divulgados nesta segunda-feira (7/9). O levantamento projeta segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), e aponta 42% de eleitores indecisos na pesquisa espontânea — quando não são apresentados nomes aos entrevistados.
De acordo com Valadares, a busca por votos neste grupo — que mostra Lula com 28% na última pesquisa da Quaest — ocorrerá por meio de estratégias de comparação entre o petista e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Nos chama atenção que 42% dos entrevistados ainda não apontam um candidato — e é nesse espaço que acreditamos que o Presidente Lula vai crescer com a comparação entre o seu governo e o tempo dos Bolsonaros, comparando as propostas dos dois candidatos e, sobretudo, a trajetória, a história de Lula e de Flávio Bolsonaro", publicou o secretário da legenda, nas redes sociais.
No post de Éden Valadares, também é celebrado o fato de a candidatura à reeleição de Lula ter pontuado liderar os cenários no primeiro turno com 28% na espontânea e 36%, no levantamento estimulado.
"A pesquisa Quaest revela um quadro de uma eleição muito disputada, como todos os prognósticos sempre apontaram para um país marcado pela polarização política, e isso se revela no cenário projetado de segundo turno. Em primeiro turno o Presidente Lula segue liderando tanto na estimulada quanto na espontânea", completou.
Campanha se afasta de crise no STF
As projeções do assessor do PT terão de lidar com iniciativas de candidatos de oposição a atrelar a crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo as investigações sobre a participação de figuras da República em fraudes financeiras cometidas pelo então sócio do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A orientação do partido é que Lula evite tratar do assunto, além de ter contatos públicos com os magistrados. Publicamente, os comentários de Lula sobre a crise no STF limitaram-se a defender bandeiras como a reforma no judiciário e a crítica do que chamou de "vazamentos seletivos".
