
A dois dias do 1° turno das eleições, o advogado e analista político Melillo Dinis afirmou que a disputa presidencial deste ano deve ser mais acirrada do que a última. Durante entrevista ao CB.Poder — programa do Correio em parceria com a TV Brasília — nesta sexta-feira (2/10), o especialista avaliou também que, apesar das tentativas de interferência internacional nas eleições, o eleitorado brasileiro costuma decidir o voto sem levar o assunto em consideração.
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Melillo avaliou o fechamento de embaixadas dos Estados Unidos no Brasil como uma tentativa de interferência do governo Donald Trump na política brasileira. Segundo o especialista, a atuação de políticos brasileiros no exterior, como Eduardo Bolsonaro, alimentam essa instabilidade. “E sem negar nomes, o irmão de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, está nos Estados Unidos promovendo discórdias em relação ao Brasil e isso acaba sendo muito grave”, disse às jornalistas Adriana Bernardes e Sibele Negromonte.
Ele explicou, ainda, que a atuação diplomática do país norte-americano é movida por interesses econômicos e estratégicos, como terras raras, petróleo e Amazônia, por exemplo. “O Trump tenta reabsorver, como fez com outros países, como projeto político, mas não é por uma questão ideológica, é uma questão de negócio, é uma questão de interesse”, comentou.
Ao analisar possíveis impactos nas eleições, porém, Melillo disse acreditar que esse tema não afeta o resultado eleitoral. Segundo o especialista, assuntos internacionais estão distantes do cotidiano dos eleitores.
Fatores decisivos eleições presidenciais
Quando questionado sobre que pontos serão decisivos para definir o pleito entre Lula e Flávio, Melillo destacou a economia e a insatisfação com a qualidade da saúde e da segurança pública. Além disso, afirmou que as recentes polêmicas envolvendo religião podem influenciar na escolha. “Eu acho que tem uma terceira questão, cultural e simbólica, que é uma disputa religiosa, uma disputa em torno de temas que cresceram muito nos últimos dias”, completou.
Ele prevê também que a eleição presidencial será decidida no segundo turno, com uma margem estreita. Melillo relembrou que em 2022 a diferença de voto foi em torno de 2.146.000 votos. “Eu acho que nós não passamos de 500.000 nestas eleições de 2026, vai ser mais acirrado”, enfatizou.
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