
Com a voz rouca e em uma fala curta, limitada pelas regras eleitorais deste domingo (4/10), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, após votar no Rio de Janeiro, que está “mais do que preparado” para comandar o país. Ao lado da esposa, Fernanda Bolsonaro, ele deixou a cabine de votação e falou rapidamente com jornalistas. Também acompanharam o candidato os deputados Carlo Jordi (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ). Na declaração, Flávio criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez ressalvas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu que os eleitores comparecessem às urnas.
Flávio afirmou que sua candidatura representa a alternativa para interromper o que chamou de uso da máquina pública e interferência nas eleições. “É com muita tranquilidade e muita consciência que eu estou mais do que preparado pra presidir esse país e devolver o direito às famílias brasileiras de sonhar”, disse. O candidato também pediu que os eleitores votassem o quanto antes e citou como temas de sua campanha os impostos, a violência contra as mulheres e o que classificou como perseguição política.
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Na reta final da disputa, Flávio também tentou reforçar a tese de que poderia vencer já no primeiro turno. Segundo ele, pesquisas internas da campanha apontariam crescimento de sua candidatura e migração de eleitores que inicialmente pretendiam votar em outros nomes contrários a Lula. “Nós vemos nas nossas pesquisas internas suficiente para já darem a nossa vitória no primeiro turno”, afirmou.
A estratégia do candidato nas últimas semanas foi concentrar o chamado voto útil do eleitorado de direita, especialmente entre apoiadores de candidatos como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), diante da tentativa de reduzir a fragmentação desse campo político.
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O candidato destacou, ainda, a liberdade de imprensa como uma das prioridades de um eventual governo. Disse que pretende terminar o mandato com a garantia da liberdade de expressão e afirmou que jornalistas deveriam ter liberdade para criticar o presidente.
Na mesma fala, voltou a atacar a possibilidade de Lula indicar novos ministros para o STF. “O atual presidente da República indica mais quatro ministros da Suprema Corte. A imprensa vai ser decisiva. Os políticos serão perseguidos, o brasileiro será perseguido e vai ser o fim do nosso país”, declarou, sem apresentar detalhes sobre como pretende conduzir sua relação institucional com o Supremo.
Depois de votar no Rio, Flávio seguirá para Brasília, onde acompanhará a apuração. As urnas serão fechadas às 17h, quando terá início a totalização dos votos pela Justiça Eleitoral. O candidato deverá fazer um pronunciamento após a divulgação do resultado.
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