
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reúne amanhã, em Brasília, a bancada atual e os eleitos do partido para traçar, ao lado de Flávio Bolsonaro, a estratégia voltada ao segundo turno da corrida pelo Palácio do Planalto.
Ao Correio, o dirigente afirmou que a prioridade será ampliar as alianças e negociar com siglas como União Brasil, PP e Republicanos, inclusive espaços no Congresso, como comissões e a Presidência da Câmara.
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Costa Neto também disse que o resultado de Flávio no primeiro turno da eleição presidencial já era esperado internamente. Ele atribuiu o desempenho ao crescimento da estrutura do PL nos estados e à mobilização da legenda. Para o dirigente, a campanha deve incorporar o sentimento de mudança identificado pelo partido entre os eleitores. Veja o que disse o presidente da sigla:
O resultado de Flávio Bolsonaro no primeiro turno contrariou boa parte das pesquisas. Qual foi, na avaliação do PL, o principal fator que provocou essa virada?
Nós tínhamos, nas nossas pesquisas, que ficaríamos na frente, com um ou dois pontos. Nem pensei que fosse com essa diferença. O partido cresceu muito, e essa força do partido, do pessoal trabalhando, dá muita diferença.
O senhor já afirmou que espera o apoio de União Brasil, PP e Republicanos. O que o PL está disposto a oferecer a esses partidos para construir uma aliança em torno de Flávio?
Negociar. Negociar as comissões permanentes na Câmara, a Presidência da Câmara, temos que negociar tudo, tudo tem que ter entendimento. Nós temos muita facilidade. Eles apoiaram a gente já no primeiro turno, sem coligar. Nós temos o Rueda, temos o Silvio, temos o Marcos Pereira que já tava pedindo voto para o Flávio Bolsonaro. Então, não tenho dúvida de que esse pessoal virá para o segundo turno com a gente.
O PL pretende negociar algum ministério com Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos para que apoiem Flávio?
Não. Nesse aspecto, vamos ter um pouco de dificuldade, mas nós temos muita coisa para negociar. Na Câmara, temos muita coisa para negociar, muita coisa.
O partido passou boa parte da campanha tentando transformar Flávio no candidato capaz de unificar a direita. Agora, com o segundo turno confirmado, o PL pretende manter uma campanha essencialmente antipetista ou Flávio terá de apresentar uma agenda mais ampla para conquistar o eleitor de centro?
Flávio falou uma coisa certa. O país quer mudança. E essa mudança agora virá porque tem que ser um trabalho.
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