Eleições 2026

Coligação de Lula aciona STF para barrar vitória de Douglas Ruas no 1º turno no Rio

Grupo pede suspensão de decisão do TSE que anulou 274 mil votos de Anthony Garotinho e defende realização de segundo turno no estado

O deputado Douglas Ruas (PL) foi escolhido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato ao governo fluminense nas eleições deste ano -  (crédito:  AFP)
O deputado Douglas Ruas (PL) foi escolhido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato ao governo fluminense nas eleições deste ano - (crédito: AFP)

A coligação que sustenta a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter os efeitos de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que abriu caminho para a vitória de Douglas Ruas no primeiro turno da disputa pelo governo do Rio de Janeiro. A ofensiva jurídica busca garantir a realização de uma nova votação no estado, marcada para 25 de outubro.

Na manhã desta quinta-feira (8/10), o TSE decidiu negar o registro de candidatura de Anthony Garotinho e, por 5 votos a 2, determinou a anulação dos 274.411 votos recebidos pelo político no último domingo (4). Com a exclusão dos votos, a retotalização do resultado eleitoral pode assegurar a Douglas Ruas a maioria absoluta necessária para vencer a disputa sem a realização de um segundo turno.

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Na ação encaminhada ao STF, os advogados da coligação argumentam que a decisão da Justiça Eleitoral desconsidera a vontade dos eleitores que votaram em Garotinho, cuja candidatura estava sob análise judicial no dia da eleição. A avaliação apresentada é de que, embora os votos não possam beneficiar um candidato com registro indeferido, eles devem permanecer na base de cálculo utilizada para definir a necessidade de uma segunda rodada de votação.

O grupo sustenta que a retirada dos votos altera artificialmente o resultado das urnas e viola o princípio constitucional da soberania popular. “Quem deve suportar os efeitos do indeferimento definitivo é o próprio candidato, seu partido e/ou coligação dele. Jamais o eleitor”, argumenta a defesa.

A ofensiva também se apoia no entendimento apresentado pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que divergiu da maioria do TSE. Segundo o magistrado, a contabilização dos votos de Garotinho deixava Douglas Ruas com 49,27% da votação, percentual insuficiente para assegurar a vitória no primeiro turno. A candidatura de Garotinho recebeu 3,17% dos votos considerados na apuração original.

Outro ponto explorado pela coligação é uma decisão anterior do presidente do TSE, Nunes Marques, que havia determinado a consideração dos votos de Garotinho no cálculo dos percentuais dos concorrentes até uma manifestação colegiada da Corte. Para os advogados, a mudança de entendimento após a votação compromete a segurança jurídica e a confiança dos eleitores nas regras do processo eleitoral.

“Na dúvida, pró-sufrágio. Na dúvida, pró-segundo turno”, afirma a petição, ao defender que a manifestação dos eleitores seja preservada mesmo diante do indeferimento posterior de uma candidatura.

A coligação pede que o Supremo suspenda imediatamente os efeitos do julgamento do TSE, antes mesmo da análise definitiva de um recurso extraordinário. A urgência, segundo os advogados, decorre da proximidade do reinício da propaganda eleitoral gratuita e do risco de que uma eventual decisão favorável seja proferida quando já não houver tempo para organizar a segunda votação.

Na prática, o pedido coloca nas mãos do STF a possibilidade de preservar a disputa pelo Palácio Guanabara. Caso a liminar seja concedida, o calendário eleitoral poderá seguir com o segundo turno enquanto o mérito da controvérsia é analisado. A petição, porém, não representa uma decisão do Supremo, que ainda precisará examinar os argumentos apresentados.

A defesa também solicita que o processo seja distribuído entre os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Flávio Dino ou Luiz Fux, com a exclusão, se possível, de André Mendonça, Dias Toffoli e Nunes Marques, que participaram da análise do caso no TSE.

O deputado Douglas Ruas (PL), escolhido pelo senador Flávio Bolsonaro como candidato ao governo do Rio nas eleições deste ano,

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AH
postado em 08/10/2026 15:27 / atualizado em 08/10/2026 15:29
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