Eleições 2026

TSE anula votos de Garotinho e deve confirmar vitória de Ruas no 1º turno no RJ

Placar de 5 a 2 pela exclusão dos votos do candidato do Republicanos muda cálculo da eleição. Eduardo Paes fica fora do segundo turno

Douglas Ruas (PL) deve ser eleito governador do estado ainda no primeiro turno -  (crédito: Mauro Pimentel / AFP)
Douglas Ruas (PL) deve ser eleito governador do estado ainda no primeiro turno - (crédito: Mauro Pimentel / AFP)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (8/10), anular os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Por 5 votos a 2, os ministros concluíram que a votação do candidato, que teve o registro indeferido pela Justiça Eleitoral, não poderia ser considerada no cálculo dos votos válidos. Com a decisão, Douglas Ruas (PL) deve ser eleito governador do estado ainda no primeiro turno.

Com a retirada dos votos de Garotinho, será feita uma nova totalização dos votos válidos. Na apuração inicial, Ruas havia recebido 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27% dos votos válidos. Após a exclusão da votação de Garotinho, o candidato do PL ultrapassa a marca de 50% e fica cerca de 74 mil votos acima do necessário para alcançar a maioria absoluta. A oficialização do resultado depende agora de ato do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

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Eduardo Paes (PSD), que terminou o primeiro turno na segunda colocação, com 3.706.984 votos, correspondentes a 42,76% dos votos válidos na primeira totalização, deixa de disputar o segundo turno. Antes da decisão do TSE, a eleição caminhava para uma nova votação entre Paes e Ruas. A exclusão dos votos de Garotinho, porém, alterou a base de cálculo e encerrou a disputa ainda na primeira etapa.

Prevaleceu o voto do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, para quem Garotinho estava com os direitos políticos suspensos em razão de condenação por improbidade administrativa. Na avaliação do magistrado, a situação o enquadrava nas regras de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa e tornava inválida sua filiação partidária e, consequentemente, sua candidatura. O entendimento foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Nunes Marques e Estela Aranha.

Os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Júnior ficaram vencidos. Embora tenham acompanhado o indeferimento do registro de Garotinho, os dois defenderam que os votos recebidos pelo candidato fossem mantidos na totalização do primeiro turno. Para Reis Júnior, a manifestação dos eleitores deveria ser preservada e, nesse cenário, a eleição seguiria para um segundo turno. O presidente do TSE, Nunes Marques, afirmou, em sentido contrário, que o mesmo voto não poderia ser considerado nulo para o candidato e válido para o cálculo do resultado.

O processo chegou ao TSE depois que Garotinho recorreu da decisão do TRE-RJ que havia barrado sua candidatura. Enquanto o recurso estava pendente, ele pôde aparecer nas urnas no último domingo (4). No dia seguinte à eleição, o candidato desistiu do recurso, mas o TSE rejeitou por unanimidade o pedido de desistência e decidiu julgar o caso. Com a conclusão desta quinta-feira, os votos foram declarados nulos e o resultado da eleição para o governo do Rio será oficialmente atualizado pela Justiça Eleitoral.

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postado em 08/10/2026 14:13 / atualizado em 08/10/2026 14:17
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