
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou neste sábado (17/10) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está tranquilo e vai se preparar para o confronto direto com o senador Flávio Bolsonaro (PL) no debate eleitoral. Segundo ele, a campanha petista pretende usar os encontros entre os candidatos para contrastar os projetos de país e questionar as posições do adversário sobre direitos trabalhistas e políticas sociais.
Edinho também confirmou que Lula participará do debate da TV Globo e disse que a estratégia para a última semana de campanha será confrontar o que classificou como perda de direitos no projeto defendido por Flávio. “O presidente está muito tranquilo. Vai se preparar, está vendo as regras do debate, vai se preparar e o que nós mais queremos é o confronto direto”, declarou.
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Na avaliação do dirigente petista, o debate deve permitir que os eleitores conheçam as propostas do senador e confrontem suas declarações com o histórico de atuação parlamentar. Edinho acusou Flávio de mentir para conquistar votos e afirmou que o adversário terá de explicar posições adotadas durante seus mandatos.
Direitos trabalhistas e Previdência
Edinho colocou a defesa dos direitos dos trabalhadores no centro da estratégia de campanha. Ele citou a atuação de Flávio Bolsonaro no Senado em votações relacionadas à legislação previdenciária e afirmou que o parlamentar apoiou mudanças que ampliaram o tempo necessário para a aposentadoria.
O presidente do PT também associou as propostas atribuídas ao senador às medidas adotadas pelo presidente argentino, Javier Milei, que participou do lançamento da candidatura de Flávio no Brasil.
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“É só olhar a situação que está a Argentina, onde é que o Milei cortou? Cortou dos pobres, cortou dos trabalhadores, tirou direitos dos trabalhadores. E o Flávio Bolsonaro, quando anuncia, vai fazer a mesma coisa”, afirmou.
Edinho também mencionou a escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho para um de descanso. Segundo ele, Lula defende o fim desse regime há anos, enquanto Flávio teria se posicionado contra a mudança antes de apoiar a proposta durante a campanha. “São dois projetos distintos de país, um que garante direitos dos trabalhadores e outro que tira direitos dos trabalhadores”, disse.
Críticas ao governo Bolsonaro
O dirigente petista também criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, e afirmou que o senador reivindica o legado do governo durante entrevista ao Jornal Nacional, na sexta-feira.
Edinho citou medidas que, segundo ele, prejudicam trabalhadores e beneficiários de programas sociais, como o congelamento do salário mínimo e das aposentadorias, cortes no Benefício de Prestação Continuada (BPC), fechamento de unidades da Farmácia Popular e desorganização do Sistema Único de Saúde (SUS).
O presidente do PT ainda relacionou a gestão da pandemia de covid-19 ao governo Bolsonaro. “Durante a pandemia, 714 mil brasileiras e brasileiros morreram”, afirmou.
Para Edinho, as políticas associadas ao governo Lula representam valorização do salário mínimo, das aposentadorias e dos direitos trabalhistas, em oposição ao projeto que atribui ao adversário.
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