ELEIÇÕES 2026

Edinho Silva diz que Lula vai ao debate da Globo e acusa Flávio Bolsonaro de mentir sobre direitos trabalhistas

Presidente do PT afirma que campanha quer confronto direto entre candidatos e cobra explicações do senador sobre votações, relações empresariais e suposta compra irregular de uma ilha

Defesa dos direitos trabalhistas e da Previdência será o eixo central da estratégia do PT na reta fina -  (crédito: Fernanda Strickland)
Defesa dos direitos trabalhistas e da Previdência será o eixo central da estratégia do PT na reta fina - (crédito: Fernanda Strickland)

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou neste sábado (17/10) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está tranquilo e vai se preparar para o confronto direto com o senador Flávio Bolsonaro (PL) no debate eleitoral. Segundo ele, a campanha petista pretende usar os encontros entre os candidatos para contrastar os projetos de país e questionar as posições do adversário sobre direitos trabalhistas e políticas sociais.

Edinho também confirmou que Lula participará do debate da TV Globo e disse que a estratégia para a última semana de campanha será confrontar o que classificou como perda de direitos no projeto defendido por Flávio. “O presidente está muito tranquilo. Vai se preparar, está vendo as regras do debate, vai se preparar e o que nós mais queremos é o confronto direto”, declarou.

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Na avaliação do dirigente petista, o debate deve permitir que os eleitores conheçam as propostas do senador e confrontem suas declarações com o histórico de atuação parlamentar. Edinho acusou Flávio de mentir para conquistar votos e afirmou que o adversário terá de explicar posições adotadas durante seus mandatos.

Direitos trabalhistas e Previdência

Edinho colocou a defesa dos direitos dos trabalhadores no centro da estratégia de campanha. Ele citou a atuação de Flávio Bolsonaro no Senado em votações relacionadas à legislação previdenciária e afirmou que o parlamentar apoiou mudanças que ampliaram o tempo necessário para a aposentadoria.

O presidente do PT também associou as propostas atribuídas ao senador às medidas adotadas pelo presidente argentino, Javier Milei, que participou do lançamento da candidatura de Flávio no Brasil.

“É só olhar a situação que está a Argentina, onde é que o Milei cortou? Cortou dos pobres, cortou dos trabalhadores, tirou direitos dos trabalhadores. E o Flávio Bolsonaro, quando anuncia, vai fazer a mesma coisa”, afirmou.

Edinho também mencionou a escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho para um de descanso. Segundo ele, Lula defende o fim desse regime há anos, enquanto Flávio teria se posicionado contra a mudança antes de apoiar a proposta durante a campanha. “São dois projetos distintos de país, um que garante direitos dos trabalhadores e outro que tira direitos dos trabalhadores”, disse.

Críticas ao governo Bolsonaro

O dirigente petista também criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, e afirmou que o senador reivindica o legado do governo durante entrevista ao Jornal Nacional, na sexta-feira.

Edinho citou medidas que, segundo ele, prejudicam trabalhadores e beneficiários de programas sociais, como o congelamento do salário mínimo e das aposentadorias, cortes no Benefício de Prestação Continuada (BPC), fechamento de unidades da Farmácia Popular e desorganização do Sistema Único de Saúde (SUS).

O presidente do PT ainda relacionou a gestão da pandemia de covid-19 ao governo Bolsonaro. “Durante a pandemia, 714 mil brasileiras e brasileiros morreram”, afirmou.

Para Edinho, as políticas associadas ao governo Lula representam valorização do salário mínimo, das aposentadorias e dos direitos trabalhistas, em oposição ao projeto que atribui ao adversário.

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postado em 17/10/2026 16:05
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