
Há quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, 14 entidades representativas de servidores públicos federais divulgaram um manifesto em defesa do serviço público, dos servidores e da democracia. O documento, enviado ao Correio, reúne críticas a propostas de reforma administrativa, mudanças nas relações de trabalho e medidas de redução de gastos públicos que, na avaliação das organizações, podem comprometer a estrutura do Estado e a prestação de serviços à população.
Assinado na terça-feira (20/10), o texto aborda os rumos da administração pública e afirma que o país está diante de “dois projetos de Estado profundamente distintos”. Para os signatários, as decisões políticas sobre o funcionamento do Estado têm consequências tanto para as condições de trabalho dos servidores quanto para a continuidade de políticas públicas.
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Entre os pontos levantados estão possíveis mudanças nas regras de estabilidade, congelamento ou redução salarial, restrições à contratação de novos funcionários e demissões em larga escala. As entidades argumentam que essas medidas podem enfraquecer as carreiras públicas e comprometer a autonomia técnica dos servidores.
“A estabilidade não é privilégio corporativo”, afirma o manifesto. O documento defende que a garantia protege o exercício das funções públicas contra pressões políticas e econômicas.
Negociação e políticas sociais
O manifesto também aborda a negociação coletiva e a liberdade de organização sindical. As entidades criticam restrições ao diálogo entre governo e funcionalismo e destacam a importância de espaços de negociação para tratar de salários e condições de trabalho.
Ao comparar diferentes modelos de gestão pública, os signatários apontam experiências de desvalorização profissional e restrições à negociação, mas também mencionam a retomada do diálogo institucional e a concessão de reajustes salariais nos últimos anos. O texto ressalta que as medidas adotadas não recompõem integralmente as perdas acumuladas pelos servidores.
Outro ponto é o possível impacto de cortes orçamentários sobre programas sociais como: Bolsa Família, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida e Pé-de-Meia, e alerta que a redução de gastos pode afetar a continuidade dessas políticas.
As entidades também manifestam preocupação com eventuais mudanças nas regras de benefícios previdenciários e com possíveis interrupções de investigações sobre grandes fraudes. O texto defende a manutenção de estruturas públicas capazes de executar políticas, fiscalizar irregularidades e atender às necessidades da população.
Veja as entidades que assinam o manifesto
O documento é assinado pelas diretorias de 14 organizações representativas do funcionalismo federal:
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Sindifisco Nacional — Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil;
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Sinditamaraty — Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores;
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Anesp — Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental;
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Afipea Sindical — Sindicato Nacional dos Servidores do Ipea;
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SINDPFA / Territorial Sindical — Sindicato Nacional dos Peritos Federais Territoriais;
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Sinait — Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho;
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Assecor — Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento;
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ADB Sindical — Associação dos Diplomatas Brasileiros;
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Unacon Sindical — Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle;
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Anfip — Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita do Brasil;
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Anffa — Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais Federais Agropecuários;
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Aace — Associação dos Analistas de Comércio Exterior;
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ANDEPS — Associação Nacional da Carreira de Desenvolvimento de Políticas Sociais;
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SINDSUSEP — Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Superintendência de Seguros Privados.
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