
A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) acusou a Meta de restringir a circulação de conteúdos críticos a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, nas redes sociais. A parlamentar citou a retirada de vídeo apresentado por MC Cabelinho, que critica a trajetória política e profissional do senador, e relatou que usuários têm enfrentado dificuldades para compartilhar conteúdos contrários ao candidato. Hilton classificou a situação como uma “interferência no debate eleitoral”, a três dias do segundo turno, marcado para domingo (25).
“Isso é um absurdo, gente. Isso é uma interferência direta. [...] Eles estão com medo do que a gente está fazendo”, disse Erika em vídeo divulgado nesta quinta-feira (22/10).
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O vídeo de divulgação do episódio “Flavinho de Papai”, do projeto jornalístico Revelando, apresentado por MC Cabelinho, foi restringido no Instagram. A Meta justificou a medida com base nas regras eleitorais relacionadas ao uso de inteligência artificial (IA). Conforme mostrou o Correio, a empresa afirmou que seus sistemas identificam sinais de conteúdo gerado ou alterado por essa tecnologia. A equipe do projeto, por sua vez, negou o uso de IA e contestou a decisão. Até o momento, não foi apresentada publicamente uma análise técnica individualizada que esclareça qual elemento da publicação motivou a restrição.
Na manifestação, Hilton também afirmou que tem recebido relatos de redução no alcance de publicações contrárias a Flávio Bolsonaro e de dificuldades para a divulgação de conteúdos compartilhados por usuários. A deputada mencionou, ainda, supostas restrições a perfis de influenciadores, páginas de notícias e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A deputada relacionou a disputa nas redes sociais às propostas que atribui a Flávio Bolsonaro, especialmente em relação à jornada de trabalho e aos direitos sociais. Na gravação, a deputada afirmou que o senador pretende alterar a escala de trabalho 6x1 e fez críticas a possíveis mudanças no Bolsa Família, no salário mínimo e em investigações envolvendo o candidato. Ela também mencionou informações sobre a existência de cerca de 200 decretos que estariam preparados para eventual assinatura do filho de Jair Bolsonaro em um eventual primeiro dia de governo.
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