
O ex-presidente do Partido Novo, João Amoêdo, afirmou nesta sexta-feira (23/10), que prefere a irritação com um novo governo de Lula (PT) ao risco de uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi publicada nas redes sociais, a dois dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para domingo (25).
Amoêdo criticou os dois candidatos e demonstrou frustração com a falta de alternativas políticas no país. Para ele, a disputa presidencial será definida novamente pela rejeição aos adversários, em vez da escolha baseada em propostas. “Vamos, mais uma vez, para um pleito a ser definido pela rejeição e não pela escolha”, escreveu.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
O ex-presidente do Novo também criticou a apatia da população em relação à política, especialmente da elite, e afirmou que o debate sobre propostas e planos para o país foi substituído por ataques pessoais. Na avaliação dele, tanto o petismo quanto o bolsonarismo são incapazes de construir uma nação próspera.
Críticas ao governo Lula
Amoêdo atribuiu ao presidente Lula uma série de erros ao longo do mandato e criticou a condução política e econômica do governo. Entre os pontos mencionados estão a falta de diálogo com quem pensa diferente, a indicação de aliados para o Supremo Tribunal Federal (STF), a manutenção da polarização e a escolha de um núcleo próximo que, segundo ele, seria despreparado.
O ex-presidente do Novo também acusou Lula de irresponsabilidade fiscal e de adotar medidas de aumento dos gastos públicos com objetivos eleitorais.
“E, depois de todas essas ações, com baixa aprovação e com as limitações da idade, cometeu o maior erro: resolveu ser candidato pela 4ª vez”, escreveu, em referência à candidatura do petista à reeleição.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Em relação ao senador Flávio, Amoêdo afirmou que o parlamentar não reúne os atributos necessários para governar o país. “Falta postura, credibilidade e competência” apontou. O político também avaliou que, enquanto senador, Flávio não apresentou iniciativas relevantes nas áreas econômica, de segurança pública ou educação durante sua atuação.
Amoêdo também mencionou suspeitas e controvérsias envolvendo Flávio, como o caso das chamadas “rachadinhas”, investigações sobre lavagem de dinheiro e alegações de proximidade com integrantes de milícias. O ex-presidente do Novo ainda criticou as relações políticas do senador e afirmou que um dos principais objetivos dele seria conceder indulto ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado.
Riscos nos dois lados
O ex-presidente do Novo afirmou que já declarou voto nos segundos turnos de 2018 e 2022 e reconheceu que a decisão deste ano será ainda mais difícil. Segundo ele, manifestar a posição é uma forma de defender a liberdade de expressão política, mesmo diante do risco de hostilidades.
O político declarou que fará oposição a qualquer um dos candidatos que vencer a eleição. Apesar das críticas aos dois lados, concluiu que considera uma eventual nova gestão petista menos arriscada do que um governo de Flávio Bolsonaro.
“Sou oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção”, finalizou.
No domingo iremos, pela terceira vez consecutiva, decidir entre o petismo e o bolsonarismo. A minha sensação como cidadão é de frustração e preocupação.
— João Amoêdo (@joaodamoedo) October 23, 2026
Frustração pela nossa apatia em relação à política, em especial da nossa elite. Fomos incapazes de construir, nos últimos…
*Estagiária sob supervisão de Ronayre Nunes
Saiba Mais
Política
Política
Política
Política
Política
Política