Eleições 2026

Lula relaciona juros altos a BC independente e questiona "tesouraço" de Flávio

Presidente foi questionado por Flávio Bolsonaro (PL) em relação ao aumento da dívida pública nos últimos quatro anos

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, no debate da Globo. -  (crédito: Reprodução/TV Globo)
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, no debate da Globo. - (crédito: Reprodução/TV Globo)

Após o candidato Flávio Bolsonaro (PL) questionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, sobre o aumento da dívida pública no Brasil durante os últimos quatro anos, Lula respondeu com outra pergunta: “Por que vocês fizeram um banco central independente?”. Durante o debate da TV Globo, o atual presidente questionou o modelo do BC e associou a taxa básica de juros a 13,75% ao ano com a autonomia institucional da autarquia.

“A dívida pública brasileira tem muito a ver com a taxa de juros, mesmo. Uma taxa de juros que nós herdamos com 13% e que está a 13,75%, num banco central independente”, disse Lula, que prometeu reduzir a dívida e aumentar o PIB nos próximos anos.

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“Toda vez que a economia não cresce, você vê alguém falando em cortar gastos, tesouraço, teto de gastos, não sei das quantas, e eu quero fazer a economia crescer. Porque quanto mais a economia crescer, mais a gente vai poder diminuir a dívida em relação ao PIB e a gente vai gerar os empregos necessários”, acrescentou.

A Dívida Bruta do Governo Geral – que compreende governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 82,9% do PIB, ou R$ 11,1 trilhões, em agosto de 2026, o que representa o maior nível desde a pandemia de Covid-19, em 2020. Em janeiro de 2023, no início do governo Lula, a relação Dívida/PIB estava em 73,1% – um dos menores patamares da última década.

Sobre a independência do BC, Flávio respondeu que a autonomia teria sido realizada para evitar que presidentes “gastadores” reduzissem os juros “à base da canetada”. “Ia explodir a taxa de juros, ia explodir a inflação e é isso que a gente não pode permitir que aconteça no Brasil, então, esse é um legado do presidente (Jair Bolsonaro), sim. O Banco Central não está preocupado com o poder, mas sim, com as próximas gerações”, respondeu.

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postado em 23/10/2026 23:29
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