O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (5/10), durante reunião de coordenação com integrantes do PT, estar convencido de que não há razões econômicas, sociais ou políticas que impeçam sua reeleição. Na avaliação do presidente, a campanha do primeiro turno deixou marcas mesmo entre candidatos que não conseguiram se eleger.
Ao agradecer a participação dos integrantes da reunião, Lula parabenizou os candidatos vitoriosos no primeiro turno e também aqueles que ficaram de fora da próxima etapa eleitoral. Segundo ele, o desempenho nas urnas não deve ser analisado apenas pelo resultado final. “Perder é ruim, mas se você perde e deixa uma marca, a derrota pode significar a vitória”, afirmou.
Lula disse ter experiência em disputas que avançaram para o segundo turno e citou a eleição de 2006, quando enfrentou Geraldo Alckmin. Segundo o presidente, naquela ocasião houve uma mudança expressiva na votação entre o primeiro e o segundo turno.
“Eu sou um cara que já fui pro segundo turno em quase todas as eleições”, afirmou. “Em 2006, eu fui pro segundo turno com Alckmin e, no segundo turno, aconteceu um fenômeno: eu cresci 12 milhões de votos e ele perdeu 4 milhões de votos.”
Ao tratar da atual disputa, Lula afirmou que o cenário é diferente daquele de 2006, mas declarou confiança na possibilidade de permanecer no Palácio do Planalto. “Eu estou convencido que não há nenhuma razão para que a gente não seja eleito presidente da República”, disse.
Segurança pública
Durante a reunião, Lula também dedicou parte do discurso à segurança pública, tema que classificou como um dos assuntos mais polêmicos da campanha. O presidente afirmou que o modelo estabelecido pela Constituição de 1988, que atribuiu aos estados a responsabilidade pela segurança pública, já não seria suficiente diante da expansão e da sofisticação do crime organizado.
Segundo Lula, o cenário atual exige maior participação da União na área. “Ficou claro para todo mundo hoje que o estado sozinho não dá conta da segurança pública”, afirmou.
Na avaliação do presidente, organizações criminosas passaram por um processo de expansão e sofisticação, alcançando diferentes setores da sociedade. “A bandidagem cresceu, o crime organizado cresceu, ficaram sofisticados, se transformaram numa indústria multinacional”, declarou.
Lula afirmou ainda que grupos criminosos passaram a atuar em diferentes espaços, citando o Judiciário, partidos políticos e clubes de futebol.
