Um dos responsáveis pelo pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o advogado Miguel Reale Júnior aderiu, no sábado (17/10), a uma mobilização nas redes sociais em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O jurista publicou uma fotografia fazendo o gesto em formato de “L”, associado ao petista, como parte de uma campanha organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A participação ocorre dez dias após Reale Júnior anunciar publicamente seu apoio a Lula, que enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Ex-ministro da Justiça durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o advogado formalizou seu posicionamento em uma carta publicada no Instagram, na quarta-feira (7/10).
No documento, intitulado “Cuidado com o precipício”, Reale Júnior manifestou preocupação com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, que, em sua avaliação, representaria uma ameaça à democracia brasileira.
O jurista também associou a candidatura do senador à possibilidade de aprovação de uma anistia relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023, que poderia beneficiar, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O posicionamento chama atenção pela trajetória política do advogado. Em 2016, Reale Júnior esteve entre os autores do pedido de impeachment que culminou na destituição de Dilma Rousseff da Presidência da República. Uma década depois, o jurista passou a apoiar publicamente a reeleição de Lula, integrante do mesmo partido da ex-presidente.
Mobilização pelo verde e amarelo
A publicação de Reale Júnior integra uma campanha coordenada por André Janones, por meio do movimento digital "Exército do Lula". A iniciativa busca ampliar o uso da bandeira brasileira, das cores verde e amarela e da camisa da Seleção entre os apoiadores do presidente, em uma tentativa de desfazer a associação desses símbolos exclusivamente ao bolsonarismo.
Para aumentar a repercussão, o deputado orientou os participantes a concentrarem suas publicações às 9h deste sábado. A convocação reuniu integrantes do governo federal, parlamentares, artistas e outras personalidades que declararam apoio à candidatura petista.
Além do próprio Lula, participaram da mobilização o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministros, ex-ministros e congressistas, assim como parlamentares eleitos em outubro. Entre os nomes do meio artístico que aderiram à iniciativa estão Chico Buarque, Raí, Humberto Carrão e o cineasta Kleber Mendonça Filho.
A campanha também foi direcionada a pessoas que não se identificam com a esquerda, mas rejeitam a vinculação exclusiva dos símbolos nacionais a uma corrente política. O objetivo é ampliar o alcance da mobilização nas redes sociais durante a reta final da disputa presidencial.
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