Apesar de não ter declarado apoio a nenhum dos candidatos à Presidência no segundo turno e ter deixado seus eleitores livres para decidir entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos, do Missão, se posicionou após o resultado das urnas. Nesta segunda-feira (26/10), o ex-presidenciável descartou a hipótese de fraude eleitoral e atribuiu parte do desfecho à força das campanhas e à rejeição ao bolsonarismo. "Não teve fraude na eleição. Todo mundo que viu a campanha sabe que a campanha do petismo foi colossal. E a do bolsonarismo também foi", afirmou.
Na avaliação de Renan, o resultado expôs uma dificuldade do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro para conquistar a maioria do eleitorado em uma disputa nacional. "O antibolsonarismo é maior que o antipetismo. Acho que isso está provado", declarou. Ele também relatou conhecer mulheres que nunca haviam votado no PT, mas escolheram Lula no segundo turno por rejeitarem a postura de integrantes do bolsonarismo. Para o dirigente do Missão, o movimento ainda conserva força para eleger parlamentares e governadores, mas enfrenta resistência de parte do eleitorado na corrida presidencial.
Renan também criticou as reações de aliados de Flávio que levantaram suspeitas sobre o processo eleitoral e convocaram manifestações contra o resultado. O ex-candidato pediu que familiares e amigos tentem evitar a participação de apoiadores nesses atos. “Não deixem as pessoas irem para as ruas. Estou falando sério, não deixem as pessoas correrem risco. Peço de coração”, afirmou. Ele ainda questionou parlamentares que contestam a confiabilidade das urnas, mas mantêm os mandatos conquistados nas eleições.
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