Congresso

Guimarães defende frente ampla com Centrão, mas quer fidelidade nas votações

Ministro também defendeu que o PT tenha protagonismo na relação com o governo

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT), defendeu nesta terça-feira (27/10) a construção de um novo governo de “frente ampla”, que envolva partidos do Centrão. Porém, defendeu fidelidade nas votações por parte desses partidos que integrarão o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Temos que ter uma relação diferente com o Congresso, fazer um governo de frente ampla, olhando o que as ruas disseram e construindo fidelidade dos aliados com o governo. Os partidos do Centrão vão participar do governo? Defendo que sim, porém tem que ser uma participação efetiva, tem que ser total e integral”, disse.

Ele defendeu que os partidos que, por exemplo, tenham membros no comando de ministérios se dediquem às pautas do governo e votem a favor delas. “Não pode o partido ter 3 ministérios e votar sempre contra o governo. Acho isso errado”, disse. “O partido pode ser independente, mas quem tiver no governo tem que votar com o governo”.

Questionado por jornalistas sobre como garantirá a fidelidade, tendo em vista a diversidade interna de cada partido, Guimarães afirmou que isso será trabalhado por meio do diálogo e do “estabelecimento do tamanho de cada aliado e de quem vai votar com o governo”.

Vale lembrar que, durante o atual governo do presidente Lula, partidos como o União Brasil e o Republicanos ocuparam espaço na Esplanada, mas desembarcaram do governo ao longo de 2025. Em votações como a da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, partidos com ministérios votaram a favor, enquanto o governo foi fortemente contra a matéria.

Guimarães ainda defendeu que a bancada do PT tenha protagonismo na relação com o governo. Ele participou da reunião desta terça-feira com os atuais deputados e os recém-eleitos. “O que ouvi da bancada é total sintonia com o governo”, disse. Segundo ele, a bancada ainda discute a possibilidade de apoiar a reeleição de Hugo Motta à Presidência da Câmara.

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