
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a mudança nas projeções do mercado financeiro para a taxa básica de juros após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em publicações no X nesta segunda-feira (2/11), o parlamentar questionou a revisão das expectativas e aumentou a pressão sobre o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, pela redução da Selic.
Lindbergh comparou as projeções divulgadas antes e depois do segundo turno. Segundo ele, caso Flávio Bolsonaro tivesse vencido a eleição, a expectativa seria de um corte de 0,5 ponto percentual ainda neste ano. Com a vitória de Lula, afirmou o deputado, a previsão passou a ser de manutenção da taxa em 13,75%.
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“É escandaloso! Não há nada de técnico nisso. Estão fazendo política e sabotando a nossa economia”, escreveu.
O parlamentar defendeu que a definição da Selic considere indicadores econômicos, como inflação, atividade, emprego e crédito, e não as expectativas do mercado financeiro. “A Selic deve ser decidida pela economia brasileira, não pelo humor do mercado financeiro. Decisão técnica significa olhar para inflação, atividade, emprego, crédito e economia real — e não ceder a chantagens, ameaças ou ao terrorismo financeiro de quem lucra com juros elevados”, afirmou.
Ao direcionar a cobrança a Galípolo, o deputado questionou se o Banco Central seguirá as expectativas do mercado ou tomará uma decisão própria sobre os juros. “A pergunta que fica é: o Banco Central vai ceder às chantagens do mercado? O mercado pode fazer suas apostas; quem tem mandato para decidir a taxa de juros é o Banco Central. E o Brasil precisa saber de que lado está o seu Copom. Com a palavra Gabriel Galípolo!”, concluiu.
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