
Manter a casa em ordem é um desafio que vai muito além da estética; é uma questão de saúde doméstica, organização e bem-estar mental. Mas qual a frequência ideal? Como evitar que a faxina se torne um fardo ou, pior, um risco à saúde? O erro mais comum é tratar todos os ambientes da mesma forma. Segundo Luciane Furlan, especialista da Ecoville, a limpeza deve ser planejada de acordo com o uso de cada cômodo. "Cada ambiente tem uma função e um nível diferente de exposição a sujeiras, umidade e microrganismos, o que determina a frequência ideal de limpeza", resume.
Luciene também fala sobre a falta de método e o uso adequado de produtos. "Muitas pessoas limpam sem seguir uma sequência lógica, o que gera retrabalho. Outro erro frequente é o excesso de produto, que deixa resíduos e atrai mais sujeira", explica.
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Cozinhas e banheiros, por exemplo, exigem atenção diária ou, no mínimo, em dias alternados por serem áreas úmidas de alto contato. O especialista em limpeza Mauro Sátros reforça que o box do banheiro deve ser limpo durante o banho para evitar que respingos sequem e se transformem em calcificação.
Quartos e salas podem seguir uma rotina semanal aprofundada, com manutenção leve durante os dias. Já em áreas externas e lavanderias a, limpeza pode ser quinzenal ou mensal, dependendo do uso.
Dentro do quarto, os lençóis devem ser lavados semanalmente. Os bichos de pelúcia, que são grandes acumuladores de ácaros, precisam de lavagem a cada 15 ou 30 dias, enquanto as cortinas, em média, a cada três a seis meses, dependendo da exposição ao pó e à poluição. Tapetes exigem atenção maior: o ideal é aspiração semanal e lavagem profunda a cada três meses.
Itens grandes, como sofás e estofados, devem ser aspirados semanalmente para remover poeira e partículas superficiais. A limpeza profunda deve ocorrer a cada seis meses ou antes, caso haja manchas, odores ou uso intenso. O método deve respeitar o tipo de tecido, evitando excesso de umidade e produtos inadequados que possam danificar a fibra ou causar mofo. Já móveis rígidos devem ser limpos semanalmente, com atenção especial a puxadores e superfícies de contato.
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Limpeza e saúde
Mais importante ainda do que ter um ambiente cheiroso, é a sua relação direta com a saúde. A alergista Franciane de Paula explica que a limpeza regular reduz alérgenos como poeira, ácaros e mofo, gatilhos para asma e rinite.
No entanto, o excesso de produtos químicos pode ser um vilão. "Todo excesso é prejudicial", alerta a doutora. O uso exagerado de sprays e fragrâncias fortes está associado à inflamação das vias respiratórias e dermatites de contato. Mauro Sátros complementa que a limpeza traz "leveza espiritual" e retira o estresse do dia a dia.
Um alerta unânime entre os especialistas são as receitas caseiras da internet. Luciane alerta que essas misturas podem liberar gases tóxicos, causar irritações graves e até intoxicar pets, que têm maior sensibilidade olfativa e contato direto com o chão.
Mauro também faz um alerta técnico sobre o uso de água sanitária e sabão em pó. A água sanitária, por ser altamente alcalina, ataca o esmalte do piso, removendo sua película protetora e tornando-o poroso e encardido em poucos meses.
Para escolher produtos eficazes e seguros, Luciane recomenda a consideração de três fatores: finalidade, superfície e segurança. "Produtos multiuso são úteis, mas não substituem soluções específicas para gordura, sanitização ou remoção de sujeiras mais pesadas. É importante verificar se o produto é indicado para o tipo de material a ser limpo e se possui registro e informações claras no rótulo!", explica. A especialista também aconselha a optar por produtos com menor toxicidade e boa eficiência, reduzindo riscos à saúde, especialmente em casas com crianças, idosos e animais.
Organização faz parte
Para a personal organizer Glaucia Zanicotti, a organização facilita a limpeza em até 50%. "Quando cada item tem um lugar definido, fica muito mais fácil. Quem guarda as coisas logo após o uso já pula a etapa de arrumar para poder limpar."
Ela sugere hábitos simples, como arrumar a cama ao acordar, usar lenços umedecidos para limpezas rápidas no banheiro logo após o uso, retirar os sapatos ao entrar em casa, evitando que a sujeira da rua se espalhe. "Estabelecer uma rotina de afazeres diários torna tudo mais fácil, essas ações casadas são o que facilitam o dia a dia", resume.
Hoje, os lares também podem contar com a tecnologia para auxiliar no cuidado, já que o mercado oferece ferramentas que reduzem a sobrecarga física. Luciane sugere a substituição de vassouras e panos de chão por aspiradores, que retêm as partículas e impedem que voltem ao ar, mops Giratório e rodos articulados, que podem tornar o trabalho mais leve e eficiente.
Tecnologia como aliada
Hoje em dia, os lares também podem contar com a tecnologia para auxiliar no cuidado com a casa, já que agora o mercado oferece ferramentas que reduzem a sobrecarga física. Luciane sugere a substituição de vassouras e panos de chão por aspiradores, que retém as partículas e impedem que voltem ao ar, mops Giratório e rodos articulados, que podem tornar o trabalho mais leve e eficiente.
Mitos e verdades da limpeza
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Cheiro de limpeza é sinal de casa limpa? Não. O perfume apenas indica a presença de fragrâncias, que podem inclusive mascarar a sujeira e causar alergias. Um ambiente limpo é aquele livre de resíduos, mesmo sem cheiro;
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Quanto mais produto, melhor? Errado. O excesso deixa resíduos que atraem mais sujeira e podem causar problemas respiratórios;
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Varrer ou passar pano primeiro? Glaucia Zanicotti adota uma técnica curiosa: passar pano úmido primeiro e depois aspirar, o que evita que a poeira suba. Já a Dra. Franciane reforça o uso do pano úmido para proteger os alérgicos.
*Estagiária sob supervisão de Sibele Negromonte

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