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Idade é a mentira mais comum nos apps de namoro; veja truques mais usados

Pesquisa da Forbes Health revela que 21% admitem alterar a idade nos perfis, prática mais frequente entre homens (23%) do que mulheres (19%); renda e hobbies também estão na lista

Além da idade, renda e hobbies aparecem entre as principais distorções (14% cada) -  (crédito: Freepik)
Além da idade, renda e hobbies aparecem entre as principais distorções (14% cada) - (crédito: Freepik)

Antes mesmo do primeiro encontro, muitas conexões já começam atravessadas por mentiras. É o que indica uma pesquisa da Forbes Health (2025), que revela como mentiras aparentemente inofensivas fazem parte da construção de perfis em aplicativos de namoro.

Mesmo entre aqueles que afirmam buscar um relacionamento sério, a sinceridade nem sempre acompanha a intenção. O levantamento mostra que 21% dos adultos admitem mentir sobre a idade, prática mais frequente entre homens (23%) do que entre mulheres (19%).

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Outros aspectos também aparecem entre os mais manipulados: renda (14%) e hobbies ou interesses (14%) lideram a lista, seguidos por emprego, histórico de relacionamentos e estado civil, citados por 13% dos entrevistados. O padrão aponta para alterações estratégicas que influenciam diretamente a percepção entre os usuários.

A altura, frequentemente associada a exageros, aparece com menor incidência do que se imagina. No total, 12% dos usuários admitem essa mentira. Quando olhamos para cada grupo separadamente, o índice é de 15% entre os homens e 11% entre as mulheres, o que contraria o estereótipo de que esse tipo de distorção seria majoritariamente masculina.

Para o terapeuta sexual Rufus Tony Spann, esse comportamento diz mais sobre quem mente do que sobre quem acredita. “Mentir revela muito sobre as inseguranças, a integridade ou os padrões de pensamento da pessoa”, afirma. Segundo o especialista da Forbes, a principal motivação costuma ser o desejo de “impressionar os outros e atrair alguém que, na opinião deles, deseje essas credenciais”. Ainda assim, ele alerta que esse tipo de estratégia dificilmente se sustenta ao longo do tempo e pode acabar ferindo expectativas.

Na prática, essas inconsistências têm efeito direto na experiência dos usuários. Judy Ho, neuropsicóloga clínica e forense e membro do Conselho Consultivo de Saúde da Forbes, observa que o ciclo de deslizar perfis, marcar encontros e descobrir discrepâncias entre o perfil e a realidade pode levar ao desgaste emocional. “Você não sabe o quanto deve investir emocionalmente e, às vezes, quando investe, acaba se decepcionando, o que te deixa mais cético para a próxima interação”, diz.

Apesar disso, o objetivo de encontrar um relacionamento duradouro segue predominante. Quase metade dos entrevistados afirma usar aplicativos com essa finalidade, com a Geração Z à frente, somando 52%. Entre millennials, o índice é de 49%, enquanto Geração X e baby boomers aparecem com 47% cada.

Ainda assim, diferentes intenções convivem nas plataformas. Cerca de 20% preferem encontros casuais com apenas um parceiro, enquanto 12% buscam esse tipo de relação com múltiplos parceiros. Outros 10% demonstram interesse em arranjos de “amigos com benefícios”, e 9% dizem procurar exclusivamente amizade.

Mesmo com a predominância do interesse por relações sérias, a clareza sobre o que cada pessoa busca nem sempre é evidente. Ho resume o cenário: “Infelizmente, nem sempre sabemos o que a pessoa do outro lado quer e pode haver muita decepção.”

 

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postado em 17/03/2026 14:29 / atualizado em 17/03/2026 14:43
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