Saúde & Bem-estar

Hipertensão: 6 hábitos que ajudam a controlar a pressão arterial

Confira estratégias que podem auxiliar na redução dos impactos da condição e favorecer a saúde cardiovascular ao longo do tempo

O acompanhamento médico aliado a ajustes consistentes na rotina favorece a estabilidade da pressão alta (Imagem: Quality Pixel | Shutterstock)  -  (crédito: EdiCase)
O acompanhamento médico aliado a ajustes consistentes na rotina favorece a estabilidade da pressão alta (Imagem: Quality Pixel | Shutterstock) - (crédito: EdiCase)

A hipertensão, popularmente chamada de “pressão alta”, é uma condição caracterizada pela elevação frequente da pressão arterial, geralmente acima de 12 por 8 (120×80 mmHg), o que pode comprometer diferentes órgãos do corpo ao longo do tempo, como coração, cérebro, rins, olhos e vasos sanguíneos.

Por isso, o acompanhamento contínuo e o cuidado com a pressão arterial são fundamentais para reduzir riscos cardiovasculares, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida, conforme destaca a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

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Embora seja uma condição sem cura definitiva e que exija atenção ao longo da vida, ela pode ser devidamente controlada com hábitos e cuidados simples. Nesse contexto, a Dra. Obdulia Linares, cardiologista do dr.consulta, explica diferentes formas de tratar a hipertensão e apresenta métodos que podem ser utilizados de forma isolada ou combinada para melhorar a qualidade de vida das pessoas diagnosticadas com a doença. Confira!

1. Atenção ao uso de medicamentos

O primeiro passo é entender o estágio em que o quadro se encontra e os fatores de risco cardiovascular presentes no momento do diagnóstico. Assim, é possível definir se e quais medicamentos anti-hipertensivos são indicados no tratamento da condição.

Vale lembrar que é importante realizar uma avaliação com o cardiologista para o uso correto e seguro de qualquer remédio. A automedicação não é recomendada e pode trazer mais prejuízos à saúde.

2. Alimentação e rotina de atividade física

Manter-se fisicamente ativo e seguir uma dieta balanceada são medidas importantes que auxiliam no controle da pressão arterial e na eficácia do tratamento medicamentoso. A realização de exercícios precisa ser previamente avaliada pelo cardiologista, que recomendará as modalidades mais adequadas ao hipertenso.

Atividades ergométricas ou aeróbicas de intensidade muito alta podem, inicialmente, piorar o quadro. Recomenda-se a combinação de exercícios aeróbicos (de longa duração e intensidade leve a moderada) e anaeróbicos (de curta duração e alta intensidade), como:

  • Caminhadas;
  • Corridas;
  • Natação;
  • Musculação;
  • Ciclismo.

Em relação à alimentação, o acompanhamento de um nutricionista facilita a construção de um plano alimentar com variações de cardápio que atendam às necessidades e preferências do paciente. Manter uma dieta saudável contribui para o controle da pressão e a eficácia do tratamento farmacológico. Dentro desse cenário, algumas adaptações no preparo das refeições trazem muitos benefícios, como:

  • Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais, carnes magras (frango e peixes) e itens ricos em potássio (mineral que diminui a pressão arterial, encontrado em banana, laranja, espinafre, brócolis, tomate, entre outros);
  • Evitar ultraprocessados, gorduras, carne vermelha e excesso de sal (sódio) e de açúcar.

Além disso, é importante se atentar a alguns alimentos que podem estimular a aceleração do coração e aumentar a pressão arterial, tais como:

  • Café e refrigerantes;
  • Chá verde, preto, mate e de hibisco;
  • Gengibre, canela, chocolate;
  • Maca peruana.
Uma mulher madura com cabelos loiros está sentada em posição de lótus sobre um sofá cinza em uma sala de estar ampla e iluminada. Ela está com os olhos fechados, uma expressão serena, e mantém as mãos espalmadas sobre o peito e o abdômen, sugerindo uma prática de meditação ou respiração consciente.
Técnicas de relaxamento, como meditação e respiração lenta, ajudam a reduzir o estresse e podem contribuir para a estabilização da pressão arterial (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)

4. Controle do estresse

Técnicas utilizadas para acalmar a mente, como meditação e respiração lenta, são frequentemente indicadas para a vida saudável. No caso da hipertensão, elas se relacionam com a diminuição do estresse, um fator que pode contribuir para a alta da pressão arterial devido à liberação de hormônios como adrenalina e cortisol.

De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (DBHA), estudos também apontam que a meditação pode reduzir em cerca de 4 mmHg a pressão sistólica e em 2 mmHg na diastólica. Ainda não se sabe quais mecanismos operam diretamente para que essa diminuição específica aconteça. Então, pesquisas mais robustas devem ser realizadas para concluir a relação de causa e efeito. 

O documento da Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta ainda que a respiração lenta reduz a pressão arterial em pouco mais de 6 mmHg na pressão sistólica e diastólica. Para atingir o objetivo, é preciso de seis a dez respirações (inspiração e expiração) feitas em 60 segundos, no intervalo de 15 a 20 minutos por dia.

5. Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas

Parar de fumar é uma decisão que traz diversos benefícios para a saúde como um todo. As DBHA alertam que, para o controle da hipertensão, o hábito também não deve ser incentivado. Pelo contrário: sabe-se que o uso de tabaco (seja em cigarros tradicionais ou eletrônicos, charutos, cigarrilha, cachimbo e narguilé), além de termogênicos, anabolizantes, suplementos de proteínas e creatinas sem o controle médico adequado, aumentam a pressão arterial entre 5 e 10 mmHg e eleva o risco de complicações cardiovasculares. Além disso, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas pode diminuir a pressão sistólica.

6. Diminuir a gordura visceral

O excesso de adiposidade (gordura) na região abdominal é responsável por parte dos quadros de hipertensão. As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial apontam que, mesmo que a pessoa não atinja o peso desejável, perder medidas já contribui diretamente para o controle da pressão arterial.

Por fim, é importante lembrar que, mais do que tratar a condição, ter como objetivo a sua prevenção desde cedo é a melhor forma de proteger a saúde. Por isso, é essencial o conhecimento sobre as principais causas e hábitos não saudáveis que contribuem para a evolução do quadro.

Por Hiorran Santos

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PE
postado em 15/04/2026 18:08
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