
O amor na vida adulta, com todas as suas marcas, bagagens e aprendizados, é o ponto de partida da segunda temporada de Minha mãe com seu pai, que chegou ao catálogo do Globoplay em 22 de abril. Com 10 episódios distribuídos ao longo de três semanas, o reality retorna mais consciente de si, mais ousado nas dinâmicas e, sobretudo, mais interessado em explorar a complexidade dos vínculos afetivos, sejam eles românticos, sejam familiares.
A premissa continua a mesma. Pais e mães solteiros entram em uma mansão à beira-mar, em Niterói, dispostos a encontrar um novo amor. O diferencial, no entanto, permanece sendo o olhar atento, e muitas vezes decisivo, dos filhos, que acompanham tudo e interferem diretamente nas escolhas amorosas dos participantes. Desta vez, porém, os pais já sabem que estão sendo observados desde o início, o que altera a dinâmica emocional do jogo.
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Essa consciência não diminui a intensidade; pelo contrário, potencializa. Como resume Sabrina Sato: "A segunda temporada de Minha mãe com seu pai está ainda mais emocionante, mais verdadeira. E o fato de os pais já saberem que os filhos estão por trás de tudo trouxe mais emoção ainda, mais entrega, transformação. Essa temporada está muito especial."
O elenco reflete diferentes trajetórias de vida, marcadas por relações longas, términos difíceis e tentativas frustradas de recomeço. Há mulheres que se redescobriram após anos de casamento, homens que reconhecem erros do passado e filhos que assumem o papel de conselheiros. Mais do que um reality de romance, o programa se firma como um retrato geracional sobre como se ama depois dos 40.
A maturidade emocional, aliás, é um dos eixos centrais da temporada. Nessa fase, segundo Sabrina, há menos idealização e mais entrega, com participantes que chegam mais conscientes do que sentem e do que procuram. Isso faz com que as relações se tornem mais intensas e verdadeiras, já que todos entram no jogo com maior clareza emocional.
E são justamente essas emoções mais conscientes que tornam os encontros mais densos. As conversas ganham profundidade, os conflitos aparecem com mais clareza e as conexões deixam de ser superficiais. "Ninguém esconde mais o que sente. Então as histórias são mais complexas, os vínculos mais profundos, e as conversas estão supercorajosas", completa Sabrina.
O papel do filhos
Outro destaque da nova temporada é o aumento da participação dos filhos, que deixam de ser apenas observadores e se consolidam como verdadeiros "mentores do amor". Eles opinam, interferem, testam pretendentes e, em muitos casos, revelam aspectos dos pais que nem eles próprios reconhecem. Para Sabrina, esse elemento é essencial: "Filhos nunca atrapalham uma relação. Eles revelam verdades. Demais da conta. Filhos ensinam muito a gente. Os filhos são tudo".
Ao mesmo tempo, o programa introduz uma novidade que promete tensionar ainda mais essa relação de controle: o "modo avião". Em momentos específicos, os pais podem bloquear o acesso dos filhos às suas interações, criando espaços de privacidade inéditos dentro da dinâmica do reality. Aqui, a dinâmica ganha um novo fôlego ao permitir que os participantes vivam certas experiências sem interferência direta, ampliando o jogo entre transparência e autonomia.
Mais envolvida do que nunca, Sabrina também assume um papel mais ativo na condução das histórias. "Estou cada vez me intrometendo mais. Mudou, porque eu me senti super à vontade e também responsável. E o engraçado é que eu me envolvo porque acabo me vendo em vários momentos. Na temporada 2, eu acompanho mais de perto", conta.
Essa proximidade não é apenas narrativa, mas também emocional. Ao longo dos episódios, a apresentadora transita entre a escuta, o acolhimento e, quando necessário, intervenções pontuais. "Eu estou ali também para ver. Às vezes, para segurar a mão; às vezes, para dar uma bronquinha, dar aquela força também. E, ao mesmo tempo, eu fui mais desafiada, porque as histórias, às vezes, pediam mais silêncio, mais escuta, timing."
No fundo, o reality se constrói como uma reflexão sobre recomeços. Sobre a possibilidade de amar novamente mesmo depois de frustrações. Sobre entender que o amor, com o tempo, muda de forma, mas não perde sua potência. Entre encontros, desencontros e interferências familiares, Minha mãe com seu pai encontra sua força na vulnerabilidade que não pode ser roteirizada. Mesmo com o conhecimento dos participantes sobre a dinâmica, isso torna a segunda temporada mais intensa e também mais humana.
O desejo da apresentadora para quem assiste ao programa é uma participação ativa. "Eu espero que o público se reconheça. Que se emocione, que dê risadas, que se questione, que ligue para alguém, que viva muito, que não tenha medo de viver."

Revista do Correio
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