
A internet tem uma memória curta, mas um vocabulário que se renova sem parar. Expressões que ontem dominavam as redes sociais hoje soam como relíquias de um passado distante. Quem não se lembra da febre de chamar tudo de “top”? A palavra, que virou sinônimo de algo bom ou interessante, saturou a ponto de cair em desuso e até virar piada.
Esse ciclo de vida acelerado é comum no ambiente digital. Uma gíria ou meme nasce, atinge o pico de popularidade e, em pouco tempo, é substituído por uma nova onda. O que era moderno vira “cringe” quase da noite para o dia. É um reflexo da velocidade com que a cultura online se transforma.
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Para refrescar a memória, reunimos 10 gírias e memes que já foram muito populares, mas que hoje raramente são vistos por aí. A lista é uma verdadeira viagem no tempo pela cultura da internet brasileira, focando em termos que tiveram seu auge principalmente na primeira metade da década de 2010.
Relembre 10 gírias que saíram de moda
Keep calm and...: Com pico de popularidade por volta de 2012, a frase inspirada em um cartaz britânico da Segunda Guerra Mundial virou um modelo para criar memes sobre qualquer assunto. A estrutura “keep calm and [faça alguma coisa]” estampou de canecas a camisetas, até se esgotar completamente.
Eita, Giovana: Nascida de um vídeo viral de 2014 em que uma menina se empolga tanto com a amiga cantando que derruba o fogão, a expressão se tornou um bordão para situações de surpresa ou desastre. Por um bom tempo, foi impossível não ouvir alguém gritar “eita, Giovana, o forninho caiu!” ao ver algo dar errado.
Fica a dica: Popularizada no início dos anos 2010, na era de ouro dos blogs, essa era a maneira clássica de terminar um post com alguma sugestão. A expressão se popularizou tanto que acabou perdendo a força e virando clichê.
SQN: Abreviação para “só que não”, usada no final de uma frase para indicar ironia. A hashtag #sqn foi uma das mais utilizadas entre 2012 e 2014, mas hoje foi substituída por outras formas de expressar sarcasmo online.
Ostentação: Impulsionada pelo funk por volta de 2013, a palavra virou gíria para descrever qualquer ato de exibir riqueza, bens materiais ou um estilo de vida luxuoso. O termo marcou uma época, mas seu uso diminuiu bastante.
Ranço: Um pouco mais recente, a gíria que descreve um sentimento de antipatia profunda dominou as conversas por volta de 2017 e 2018. Dizer que “pegou ranço” de algo ou alguém era comum, mas a expressão foi perdendo espaço.
Miga, sua loka: Outro bordão que explodiu em 2016, popularizado por um vídeo viral de cabras com dublagem. Era usado de forma cômica entre amigos para comentar atitudes exageradas ou inesperadas, mas, como todo meme, teve um prazo de validade curto.
Diferentão: Usado em meados da década de 2010, o termo descrevia pessoas que se esforçam para parecer únicas ou alternativas, muitas vezes com um tom de deboche. A palavra foi bastante usada para criticar modismos e comportamentos considerados forçados.
Berro: Popular em redes como o Twitter entre 2016 e 2018, era uma forma intensa de dizer que algo é muito engraçado, como uma evolução do “grito”. A expressão foi sendo trocada por outras interjeições e emojis.
Partiu: Embora ainda seja usada, a gíria teve seu auge entre 2013 e 2015, quando se tornou um convite universal para qualquer atividade. A popularidade extrema fez com que seu uso perdesse o impacto, tornando-se mais trivial e menos marcante.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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