
A prática de exercícios físicos foi associada por muito tempo à perda de peso e ao ganho de massa muscular. A ciência, no entanto, revela um benefício mais profundo da atividade: sua capacidade de combater a inflamação crônica, considerada um gatilho para diversas doenças.
Segundo o médico intensivista William Rutzen, autor do livro “Desinflamar para viver melhor”, a inflamação é um mecanismo natural de defesa do organismo. O problema surge quando esse estado inflamatório se torna crônico, permanecendo ativo por longos períodos.
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“A inflamação crônica costuma ser silenciosa. Muitas vezes a pessoa não percebe que ela está acontecendo, mas seus efeitos vão se acumulando”, explica Rutzen. Esse processo favorece o surgimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e até alguns tipos de câncer.
O corpo foi feito para se movimentar
O sedentarismo é um dos fatores que mais contribuem para manter a inflamação crônica. A falta de movimento favorece o acúmulo de gordura corporal, especialmente na região abdominal, um tecido que funciona como uma fábrica de substâncias inflamatórias.
Quando a atividade física é incorporada à rotina, o corpo começa a produzir compostos com ação anti-inflamatória. Conhecidas como miocinas, essas substâncias são liberadas pelos músculos durante o exercício.
“Os músculos não servem apenas para gerar movimento. Eles funcionam como órgãos metabólicos extremamente ativos”, afirma o médico. As miocinas são capazes de reduzir marcadores inflamatórios e melhorar a comunicação entre diferentes sistemas do corpo.
Os benefícios são observados tanto em atividades aeróbicas, como caminhada, corrida e natação, quanto em exercícios de força, como a musculação.
Menos inflamação, mais qualidade de vida
William Rutzen destaca que a regularidade é mais importante que a intensidade extrema. Para ele, um erro comum é acreditar que apenas treinos intensos geram benefícios significativos.
“A melhor atividade física é aquela que a pessoa consegue manter ao longo do tempo. Caminhar regularmente já produz efeitos importantes na redução da inflamação”, ressalta.
O exercício também contribui para o controle do estresse, da ansiedade e da qualidade do sono, fatores que influenciam diretamente os processos inflamatórios do organismo.
Rutzen conclui que movimentar o corpo é uma ferramenta terapêutica poderosa. “É uma das formas mais eficientes de reduzir a inflamação, prevenir doenças e aumentar a longevidade com qualidade de vida”, diz.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
