Crônica

Crônica da Revista: Endrick é puro estilo

Num futebol cada vez mais imediato, o jogador nascido em Taguatinga Endrick prova que a espera também pode ser uma forma de vitória

PRI-2106-MARIA_PAULA.jpg -  (crédito: maurenilson)
PRI-2106-MARIA_PAULA.jpg - (crédito: maurenilson)

Por que será que Endrick viralizou no mundo inteiro e se tornou um dos nomes mais pesquisados no Google nesta primeira semana de Copa do Mundo (perdendo apenas para o goleiro de Cabo Verde Vozinha)?

Por que joga muito? Por que tem apenas 19 anos? Por que concede entrevistas em português, inglês, espanhol e até francês, com uma desenvoltura impressionante? Ou por que sua trajetória nos lembra de algo de que estamos esquecendo num mundo frenético: é preciso saber esperar!

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Trata-se de um garoto que nasceu em Taguatinga, foi criado em Valparaíso e daqui para o futebol europeu até... vestir a camisa da Seleção Brasileira.

Imagine descobrir, tão cedo, que talento sozinho não garante um lugar entre os titulares. Imagine a maturidade necessária para continuar treinando todos os dias quando os holofotes estão apontados para outros jogadores. Muitos jovens teriam se revoltado. Outros teriam reclamado. Alguns poderiam ter se perdido pelo caminho. Endrick escolheu fazer o contrário.

Enquanto muita gente da sua idade ainda negocia horários para dormir, ele construiu uma rotina de atleta de elite. Dorme cedo. Cuida da alimentação. Evita excessos. Não bebe refrigerantes. Estuda idiomas. Treina o corpo, a mente e o caráter.

Com isso ganhou algo ainda mais valioso do que títulos: conquistou a admiração de um país inteiro.

Endrick não precisou responder a nenhuma desconfiança com ressentimento. Respondeu com disciplina. Não rebateu expectativas limitantes com arrogância. Respondeu com preparo.

Sua trajetória nos lembra que o talento floresce quando encontra oportunidade, mas também quando encontra coragem para persistir. Nós, brasileiros, gostamos dos craques. Mas gostamos ainda mais daqueles que nos lembram valores que, às vezes, esquecemos: disciplina, perseverança, respeito, gratidão e trabalho duro.

Independentemente dos gols que marcar nesta Copa do Mundo ou dos troféus que ainda vai levantar, Endrick já venceu uma batalha fundamental: a de não permitir que a ansiedade da espera enfraquecesse sua coragem... Que venham mais oportunidades para que ele mostre ao mundo do que é capaz.

 


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postado em 21/06/2026 06:00
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