Crônica

Crônica da Revista: de Goiânia para Brasília e daqui para o mundo!

A conquista histórica de Guto Miguel em Roland Garros juvenil confirma a força de uma geração que está recolocando o Brasil em destaque no tênis mundial

REV-1406-mariapaula  -  (crédito: maurenilson)
REV-1406-mariapaula - (crédito: maurenilson)

Na semana passada, escrevi sobre João Fonseca e sobre essa alegria quase infantil de ver um brasileiro entrar em Roland Garros não apenas para participar, mas para nos devolver a sensação de que o Brasil também sabe sonhar grande dentro de uma quadra de tênis.

Pois mal tivemos tempo de guardar aquela emoção, e veio outro menino nos lembrar que o nosso celeiro de grandes atletas parece estar melhor do que nunca.

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Guto Miguel, goiano de 17 anos, radicado aqui na capital federal, fez história em Paris. Com talento de gente grande e frescor de menino, venceu Roland Garros juvenil e colocou o Brasil no alto do saibro francês juvenil pela primeira vez na história. Não foi apenas uma vitória. Foi uma espécie de anúncio: presta atenção "nos novinho" do Brasil, que tem surpresa boa aí!

Bom lembrar que nada disso acontece por acaso. A vida desses meninos é muito mais dura do que a foto no pódio faz parecer. Por trás de cada saque, há horas infinitas de treino, repetição, disciplina, renúncia e dor. O tênis exige domínio emocional quase cirúrgico, força mental para atravessar a solidão das viagens, maturidade para perder e recomeçar, além de um corpo inteiro convocado ao limite: músculos, tendões, articulações, reflexos, resistência.

São jovens ainda em formação, enfrentando lesões por esforço repetitivo, exaustão, pressão, aeroportos, fusos horários, distância da família — e, mesmo assim, entram em quadra e brilham como se o impossível fosse apenas mais uma bola a ser devolvida. Que coisa maravilhosa é testemunhar esses garotos, fico emocionada.

E ainda por cima eles não carregam só potência no braço. Carregam foco, educação, disciplina, gratidão, família, equipe, fé e uma maturidade que emociona. Eles parecem entender que o talento abre a porta, mas é o caráter que levanta a torcida e faz o país vibrar com eles.

De Goiânia para Brasília, de Brasília para Paris e agora... o mundo ficou ao alcance da raquetada do Guto!

Depois de João Fonseca reacender a chama, Guto Miguel chega para tocar fogo geral e provar que a chama não era isolada: era incêndio bom, desses que iluminam toda uma geração.

Deu Brasil no saibro.

E, pelo visto, ainda vai dar muito mais.

 

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postado em 14/06/2026 06:00
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