A formação de um novo ciclone extratropical entre a noite desta quarta-feira (19) e a madrugada de quinta (20) coloca o Sul do país em alerta. O sistema está associado a uma frente fria que avançará em direção ao Sudeste e Centro-Oeste, prometendo provocar temporais, granizo e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h, além de uma queda brusca nas temperaturas.
Mas, afinal, o que define esse evento climático e por que ele representa um risco? Entender como o ciclone se forma e suas características ajuda a se preparar para os impactos.
O que é um ciclone extratropical?
Um ciclone extratropical é uma grande área de baixa pressão atmosférica que se forma fora das regiões tropicais, geralmente em latitudes médias. Seu surgimento ocorre a partir do contraste entre uma massa de ar frio, de origem polar, e uma massa de ar quente, de origem tropical. Esse encontro gera instabilidade na atmosfera.
Essa instabilidade provoca a rotação dos ventos em alta velocidade ao redor do centro de baixa pressão. No Hemisfério Sul, esse giro acontece no sentido anti-horário. A principal característica do ciclone extratropical é estar sempre associado a uma frente fria, que é a borda da massa de ar gelado que avança.
Diferença para furacão e tornado
Embora todos envolvam ventos fortes, os fenômenos são distintos. O ciclone tropical, também conhecido como furacão ou tufão dependendo da região, nasce sobre águas quentes dos oceanos e tem um poder destrutivo geralmente maior, com um “olho” bem definido em seu centro.
Já o ciclone extratropical, como o previsto para agora, é maior em diâmetro, mas seus ventos costumam ser menos intensos. O tornado, por sua vez, é um funil de ar com ventos extremamente violentos, mas de curta duração e que atinge uma área muito pequena e específica.
Principais perigos associados
A chegada de um ciclone extratropical exige atenção redobrada da população por causa de uma combinação de fatores de risco. Os principais perigos são:
Ventos intensos: com rajadas que podem superar 100 km/h, há risco de destelhamento de casas, queda de árvores e postes, além de interrupção no fornecimento de energia elétrica.
Chuvas fortes: o volume de água pode causar alagamentos, inundações e deslizamentos de terra em áreas de risco. A ocorrência de granizo também é comum, com potencial para danificar plantações e veículos.
Agitação marítima: para as cidades costeiras, o ciclone provoca ondas altas e mar agitado, resultando em ressacas que podem inundar a orla e causar erosão.










