A Copa do Mundo é muito mais que um torneio de futebol; é uma máquina de fazer dinheiro para a FIFA. A entidade que comanda o futebol mundial, presidida por Gianni Infantino, projeta receitas recordes a cada ciclo do evento, com números que facilmente ultrapassam a casa dos bilhões de dólares, especialmente com o torneio de 2026 já em andamento.
Essa arrecadação gigantesca é alimentada principalmente por um tripé financeiro. A maior fatia do bolo vem dos direitos de transmissão. Emissoras de televisão e plataformas de streaming de todo o mundo pagam fortunas para exibir os jogos, garantindo aproximadamente 45% da receita da entidade durante os quatro anos do ciclo.
Em seguida, aparecem os direitos comerciais, que incluem patrocínios e marketing. Grandes marcas globais se associam ao evento para ganhar visibilidade mundial. A FIFA organiza essas parcerias em diferentes níveis, desde os Parceiros FIFA, com envolvimento em todos os torneios, até os Patrocinadores da Copa do Mundo, focados apenas na competição principal.
O terceiro pilar é composto por licenciamento de marcas e pela venda de ingressos. Contratos para produtos oficiais, como álbuns de figurinhas e videogames, somam-se à receita gerada nas bilheterias dos estádios, completando as fontes de arrecadação mais expressivas.
A edição de 2026, com novo formato de 48 seleções, promete quebrar todos os recordes. As projeções de receita da FIFA para o ciclo atual (2023-2026) variam entre US$ 10 e US$ 11 bilhões, impulsionadas pelo aumento no número de jogos.
Para onde vai o dinheiro?
Apesar da arrecadação massiva, os custos para organizar uma Copa do Mundo também são elevados. Uma parte significativa do dinheiro cobre a premiação paga às seleções participantes, que para o ciclo de 2026 está orçada em US$ 871 milhões. Despesas operacionais, logística e subsídios de viagem para as equipes também consomem uma parcela importante.
No entanto, a maior parte do lucro líquido tem um destino claro: o reinvestimento no futebol. A principal justificativa da FIFA para a alta lucratividade é o programa FIFA Forward, que financia projetos de desenvolvimento do esporte em suas 218 federações filiadas ao redor do globo.
O objetivo, segundo a gestão de Infantino, é usar os lucros da Copa do Mundo para promover o futebol em países com menos recursos. O ciclo da Copa do Mundo do Catar (2019-2022) gerou uma receita total de 7,5 bilhões de dólares para a FIFA, um aumento de aproximadamente 1 bilhão em relação ao ciclo anterior (2015-2018), que incluiu a Copa da Rússia.










