Carnaval

Conheça a história de Zé Pereira, que dá nome às festas de sábado de carnaval

Versões variam de acordo com as regiões do país, mas no geral descrevem um português boêmio que inspira o início do carnaval

A figura também dá nome ao primeiro boneco gigante do carnaval, criado por um artesão de Belém do São Francisco. -  (crédito: Tv Grande Rio/Reprodução)
A figura também dá nome ao primeiro boneco gigante do carnaval, criado por um artesão de Belém do São Francisco. - (crédito: Tv Grande Rio/Reprodução)
postado em 10/02/2024 11:59 / atualizado em 10/02/2024 12:00

O início do fim de semana de carnaval é marcado pelo Sábado Zé Pereira. A figura que dá nome à data é incerto, mas tem origens em Portugal.

"Esse homem glutão, barrigudo, muitas vezes ligado à produção de comida [...] Um homem guloso, que gosta de beber e geralmente sai às ruas fazendo barulho, chamando as pessoas para uma festa mais improvisada, com um bumbo na mão", descreve o historiador e analista de pesquisa do Paço do Frevo de Recife Luiz Vinicius Maciel.

Os primeiros registros de Zé Pereira em Pernambuco são do século 20, e seu nome era usado para indicar as festas que antecediam o carnaval, comemorado de domingo a terça-feira.

As festas que aconteciam no Recife eram chamadas de Zé Pereira, conta o historiador ao G1. "Por exemplo: 'O Clube Vassourinhas realizou o Zé Pereira na noite do sábado'. Ou seja, ele se tornou, também, um sinônimo para festa".

No Rio de Janeiro, há uma versão um pouco diferente da figura, em que Zé Pereira é um padeiro que fazia festas pré-carnaval no sábado. A tradição, na época, era que um dos integrantes de grupos que saíam tocando instrumentos nas ruas se fingisse de Zé Pereira. "Colocava um travesseiro na barriga e representava esse homem barrigudo e bêbado", completa Maciel.

Em Belém do São Francisco, no sertão de Pernambuco, Zé Pereira nomeou o primeiro boneco gigante do país, criado pelo artesão Gumercindo Pires. Ele se inspirou nas festas da Espanha e de Portugal, que têm grandes bonecos, e quis reproduzir para sua terra.

O boneco de 104 anos de história é considerado Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco e desfila pelas ruas de Belém de São Francisco todos os anos.

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