
A Petrobras paralisou nesse domingo (4/1) a perfuração no Foz do Amazonas (região litorânea entre a costa do Amapá Pará, onde o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico) após identificar um vazamento em tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço Morpho — ou poço pioneiro. O local de perfuração fica na região conhecida como Margem Equatorial, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
Em nota ao Correio, a estatal informou que ao ser identificado, o vazamento foi contido e isolado, interrompendo as operações para que as tubulações sejam levadas à superfície para serem avaliadas e reparadas. O líquido vazado é conhecido como “lama” e é utilizado para resfriar a broca, remover fragmentos de rocha e controlar a pressão do poço, sendo a base de água, contendo aditivos de baixa toxicidade.
A autorização para explorar a região da Foz do Amazonas foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em outubro de 2025. O governo federal estima que a área teria reservas de onde seria possível explorar 1,1 milhão de barris de petróleo diariamente, fazendo com que o local seja visto como um “novo pré-sal”.
Confira a nota na íntegra emitida pela Petrobras:
"A Petrobras informa que, neste domingo (04/01), foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração do poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá.
A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo.
Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração.
A Petrobras adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas".
*Estagiário sob supervisão de Ronayre Nunes
Saiba Mais

Brasil
Brasil
Brasil