A Operação Ano Novo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou, na semana do réveillon (de 30/12 a 4/1), 1.152 acidentes (310 considerados graves) nas rodovias federais do país, com saldo de 109 mortos e 1.305 feridos. Os números mostram estabilidade em relação à semana do feriado de Natal (de 23/12 a 28/12), que registrou 111 mortes e 1.347 feridos em 1.196 acidentes (310 graves). Na comparação com a Operação Ano Novo de 2024/25 — 79 mortos em 328 sinistros graves —, houve aumento considerável do número de mortes nas estradas, apesar da redução na quantidade de acidentes considerados severos.
Entre 30 de dezembro e o último domingo, agentes da PRF abordaram 101,1 mil pessoas em 74,5 mil veículos. Minas Gerais liderou a lista de estados com maior número de acidentes neste fim de ano (193), seguido de Santa Catarina (134) e Paraná (107). As fortes chuvas que atingem boa parte do país desde o Natal deixaram as estradas mais perigosas, mas a imprudência ainda é a principal causa das tragédias nas rodovias brasileiras.
O foco dessa edição da Operação Ano Novo foi a repressão aos motoristas que dirigem embriagados. O popular bafômetro (etilômetro) foi usado mais de 61 mil vezes e ajudou a identificar boa parte das 789 pessoas que ingeriram bebidas alcoólicas antes de pegar na direção, mas acabaram flagradas pela PRF. Dessas, 41 foram presas por apresentar sinais visíveis de embriaguez ou teor alcoólico considerado crime pela legislação de trânsito.
A maioria das multas lavradas pelos agentes rodoviários, porém, se concentrou em três infrações graves, com destaque para o excesso de velocidade: 23 mil veículos foram flagrados trafegando em velocidade acima da permitida para a via — a maioria em Minas Gerais (4,1 mil), no Paraná (3,8 mil) e no Rio Grande do Sul (1,8 mil). O não uso do cinto de segurança ou de equipamentos de proteção de crianças gerou 3,47 mil multas, enquanto flagrantes de ultrapassagem em locais proibidos foram responsáveis por 3,43 mil autos de infração.
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Famílias destroçadas
Batidas de frente provocadas por ultrapassagens em locais proibidos destruíram famílias inteiras em estradas pelo país, na última semana. Na madrugada de 31 de dezembro, no trecho da BR-040 entre Paracatu e João Pinheiro, em Minas Gerais, uma carreta cegonha que seguia no sentido Brasília-Belo Horizonte invadiu a contramão e bateu frontalmente com um veículo de passeio em que estavam quatro pessoas — um casal e dois filhos. O carro pegou fogo. Segundo a PRF, os quatro morreram na hora.
Dois dias antes, no mesmo trecho, cinco pessoas perderam a vida quando dois carros colidiram de frente perto de Paracatu. Em um dos veículos, estavam um casal e dois filhos, de 4 e 8 anos. Os quatro e a motorista do outro veículo morreram na hora.
Na Bahia, cinco pessoas da mesma família — pai, mãe, dois filhos e uma neta —, que saíram de Brasília para visitar parentes na cidade de Santa Rita de Cássia, no Oeste baiano, morreram quando o carro em que estavam bateu de frente em um caminhão na BR-153, entre Barreiras e Riachão das Neves, na tarde da última sexta-feira (2/1). Para a PRF, a batida pode ter sido provocada por uma ultrapassagem imprudente.
No feriado de Natal, a Bahia registrou o mais letal acidente desse período de festas no país: 11 pessoas perderam a vida quando uma van bateu de frente em uma caminhonete na BR-101, perto de Mucuri, no Sul do estado, a 4km da divisa com o Espírito Santo.
A Superintendência da PRF na Bahia aponta a relação direta entre o aumento do número de acidentes graves com a imprudência dos motoristas ao analisar os dados da Operação Ano Novo no estado, quando 19 pessoas morreram, contra 12 mortes um ano antes.
"O aumento no número de óbitos acende um alerta e demonstra que parte dos acidentes registrados em 2025 apresentou maior potencial de gravidade, especialmente em ocorrências envolvendo altas velocidades e colisões frontais", avaliou a corporação no balanço divulgado nesta segunda-feira.
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