O Ministério da Cultura (MinC) anunciou, no último dia 17, o lançamento da Plataforma Tela Brasil, um serviço de streaming gratuito voltado à difusão de conteúdos audiovisuais nacionais. Apesar da divulgação, o órgão esclareceu que, ao contrário do que circulou nas redes sociais, a plataforma ainda não está disponível e não possui data definitiva de estreia.
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Em nota, o ministério informou que o projeto segue em fase final de testes. “Não procede a informação que vem sendo divulgada de que o serviço já estaria disponível. A plataforma e seus aplicativos (versões Android e iOS) encontram-se em fase final de testes, com lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2026”, destacou o comunicado.
A Plataforma Tela Brasil chegou a ser amplamente divulgada no último sábado como se já estivesse em funcionamento, o que levou o ministério a reforçar os esclarecimentos.
Desenvolvida em parceria pela Secretaria do Audiovisual (SAV) e pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a iniciativa pretende reunir um amplo catálogo de produções brasileiras, incluindo curtas, médias e longas-metragens, além de séries. O acesso será gratuito, com cadastro vinculado à conta gov.br.
Além de democratizar o acesso ao audiovisual nacional, a plataforma também tem como foco públicos prioritários, como escolas de educação básica. A iniciativa está alinhada à Lei nº 13.006/2014, que determina a exibição de filmes brasileiros no ambiente escolar, e contempla ainda espaços não comerciais, como cineclubes, Pontos e Pontões de Cultura, bibliotecas públicas, centros culturais, de leitura e de memória, além dos CEUs.
Construção do catálogo
O catálogo da Plataforma Tela Brasil ainda está em processo de formação. O trabalho envolve o mapeamento, a organização e a preparação de acervos próprios do Ministério da Cultura e de instituições parceiras, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares. Também estão previstas produções brasileiras indicadas ao Oscar e obras selecionadas por meio de edital de licenciamento. Ao todo, a expectativa é reunir cerca de 555 títulos, com investimento estimado em R$ 4,4 milhões.
“As repercussões positivas em torno do anúncio da plataforma demonstram o orgulho e o desejo da sociedade brasileira de acessar sua cultura. No entanto, as informações oficiais sobre o lançamento serão divulgadas em breve pelos canais institucionais do Ministério da Cultura”, conclui a nota.
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